Política
Brasil e Arábia Saudita assinam acordo de cooperação em mineração
O texto estabelece bases para o intercâmbio de conhecimento, o estímulo a investimentos e o desenvolvimento conjunto de tecnologias aplicadas à geologia e à mineração
O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério da Indústria e Recursos Minerais do Reino da Arábia Saudita formalizaram, nesta terça-feira 13, um acordo para ampliar a cooperação bilateral no campo dos recursos minerais, incluído as terras raras.
O texto, assinado em Riade pelo ministro Alexandre Silveira e pelo ministro saudita Bandar Al-Khorayef, após avanço nas articulações da missão brasileira no Oriente Médio, estabelece bases para o intercâmbio de conhecimento, o estímulo a investimentos e o desenvolvimento conjunto de tecnologias aplicadas à geologia e à mineração.
O memorando tem vigência de cinco anos e prevê ações de cooperação técnica em geologia, exploração, mineração e avaliação de minérios, incluindo a troca de especialistas, a realização de programas de capacitação e a transferência de tecnologias modernas.
O texto também incentiva a participação do setor privado brasileiro e saudita em oportunidades de investimento, como a aquisição de licenças de exploração e mineração, respeitando a legislação de cada País.
Entre as iniciativas previstas, destaca-se a possibilidade de criação de uma Aliança de Investimento em Mineração Brasil–Arábia Saudita, voltada à cooperação na exploração, no processamento e na agregação de valor a minerais estratégicos.
O acordo também contempla treinamentos para geólogos, engenheiros de minas e especialistas ambientais, com foco no uso eficiente dos recursos minerais e na mitigação de impactos ambientais.
“O Brasil está construindo alianças estratégicas com países que compartilham uma visão de futuro baseada em desenvolvimento, inovação e transição energética. A Aliança de Investimento em Mineração Brasil–Arábia Saudita é um passo concreto nessa direção, ao unir capacidade financeira, tecnologia e potencial geológico para gerar crescimento sustentável e oportunidades para os dois povos”, reforçou o ministro Alexandre Silveira.
No campo da geologia e mineração, o entendimento reforça o interesse em projetos relacionados aos minerais da transição energética, incluindo iniciativas de processamento no Brasil, parcerias em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e cooperação em infraestrutura logística de suporte às atividades minerárias.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Sem acordo sobre petróleo, mineração e agro ditaram o rumo da COP30
Por Daniel Camargos
Câmara aprova aumento de pena para mineração ilegal em terras indígenas
Por CartaCapital
Polícia Federal prende diretor da Agência Nacional de Mineração
Por Agência Brasil


