Política

Brasil, Colômbia e México pedem cessar-fogo no Oriente Médio

Países defendem que divergências sejam resolvidas por diplomacia

Brasil, Colômbia e México pedem cessar-fogo no Oriente Médio
Brasil, Colômbia e México pedem cessar-fogo no Oriente Médio
Coluna de fumaça após um ataque à capital iraniana, Teerã, em 3 de março de 2026. Foto: Atta Kenare/AFP
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Os governos do Brasil, do México e da Colômbia publicaram, nesta sexta-feira 13, uma nota conjunta pedindo um cessar-fogo no Oriente Médio e que os países envolvidos na guerra resolvam as divergências por meio da diplomacia.

“Consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação”, diz o comunicado.

Os governos latino-americanos “reiteram a necessidade de que as divergências entre Estados sejam resolvidas por meio da diplomacia internacional, em consonância com os princípios da solução pacífica das controvérsias”.

Por fim, os países manifestam estarem dispostos a contribuírem para os processos de paz que gerem confiança, “a fim de avançar rumo a uma solução política e negociada do conflito”.

Nesta semana, ao anunciar medidas para aliviar a alta do petróleo provocada pela guerra no preço do diesel no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de “irresponsabilidade” as guerras que ocorrem no mundo.

Entenda

Pela segunda vez em oito meses, Israel e EUA lançam uma agressão contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa.

Ainda no primeiro governo de Donald Trump, os EUA abandonaram o acordo firmado em 2015, sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa nuclear iraniano. Israel e EUA acusam Teerã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares.

Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e que se colocavam à disposição para inspeções internacionais. Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional em seu programa nuclear.

Ao assumir o segundo mandato, em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã, exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e do apoio a grupos de resistência a Israel, como o Hamas, na Palestina, e o Hezbollah, no Líbano.

Um dia antes da agressão contra o Irã, o chanceler de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi, mediador nas negociações, informou que eles estariam muito próximos de um acordo, e que o Irã teria concordado em não manter urânio enriquecido em altos níveis.

As atuais hostilidades entre Israel, EUA e Irã têm origem em 1979, quando a Revolução Islâmica derrubou a monarquia iraniana aliada de Washington à época. Desde então, o país persa é alvo de sanções econômicas que buscam fragilizar sua economia.

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