Boulos prega um combate radical à desigualdade

Na liça da disputa pela prefeitura de São Paulo, ele sabe que a redenção do povo brasileiro passa pela demolição da casa-grande

Boulos em conversa com Mino Carta

Boulos em conversa com Mino Carta

Política

A esquerda brasileira oscila entre a ingenuidade e a covardia. É a opinião de Guilherme Boulos, candidato à prefeitura de São Paulo, acompanhado por Luiza Erundina, sua vice na chapa. A ideia é forte e se refere àqueles que se dizem esquerdistas, mas ainda confiam na conciliação com a direita. Uns acham que a situação tomará um rumo natural em um país leniente e disposto a aceitar arreglos. Outros vão além, enxergam em Bolsonaro uma etapa passageira que o próprio tempo se encarregará de corrigir.

O diagnóstico de Boulos, certamente endossado por Luiza Erundina, infelizmente corresponde à realidade dos fatos. De sorte a concluir que a chapa dos candidatos do PSOL ao comando da maior cidade do Brasil está alinhada com as convicções de CartaCapital. Merecerá, portanto, o apoio desta publicação na eleição de novembro próximo, apoio irrestrito a quem sabe que o futuro bem encaminhado passa pela demolição da casa-grande. O confronto é aparentemente inevitável, o obstáculo não será removido a não ser pela força.

Não se trata de esperar que o sangue corra pelas calçadas, os caminhos poderiam até não ser cruentos, mas o fim da hegemonia de uma elite retrógrada, inclinada a impor a sua tirania, é obviamente indispensável. A profissão de fé de Boulos e Erundina coloca-os em posição muito própria. O alcance desta lição consequente não vai além, aparentemente, das fronteiras municipais, por maior que seja a capital de São Paulo. Ao mesmo tempo, revela o enclave, talvez inesperado, de uma ideia coerente, de um pensamento voltado para a redenção de um povo até hoje humilhado e ofendido.

Impossível imaginar o futuro, ou seja, o efeito de uma consigna esquerdista em uma metrópole que prima pelo reacionarismo há muito tempo. Mesmo assim esta fala insólita nas nossas latitudes ganha necessariamente uma dimensão nacional. Verbo nítido e preciso, capaz de ecoar bem além do perímetro de uma metrópole tradicionalmente entregue às vontades da casa-grande. Está claro que o pensamento de Boulos galga o primeiro degrau de uma escada que leva à percepção nacional de uma figura por ora tida como local, a despeito dos resultados excelentes colhidos até o momento, a partir da liderança do Movimento dos Sem Teto.

Personagem de extrema determinação, e também sábia na administração das energias morais e intelectuais, para mostrar a consistência de expressão fluente de um jovem de 37 anos. Diriam os velhos sentados em um capítulo de um livro de John Steinbeck, enquanto riscam o chão com suas bengalas: “Este moço vai longe”. Nesta longa conversa só me surpreendeu, e me doeu um pouco, a referência a Mussolini, tão comum na boca de quantos se supõem analistas agudos.

Não há qualquer possibilidade de comparação entre a Itália da primeira metade do século passado e o Brasil atual. A seu modo, a península arcou com o mesmo papel da Grécia da Antiguidade, país desunido em cidades-Estado que permitiram o florescimento da Renascença ainda no final do século XIII, para iluminar o resto da Europa dois séculos depois, mas incapaz de resistir às invasões de Estados estrangeiros. Somente unificada, de fato, depois da Primeira Guerra Mundial, da qual participou e perdeu 600 mil homens, embora tratada pelos aliados como time da segunda divisão.

Neste clima surgiu Mussolini, que pretendia tornar seu país grande potência, aliou-se a Hitler e seguiu-lhe os passos até a derrota. Terminou fuzilado pelos guerrilheiros de uma revolução que ensanguentou o país. Conhecer um pouco da história moderna, eventualmente ler Antonio Gramsci e, quem sabe, Fernand Braudel e Benedetto Croce não faz mal a quem quer que seja.

A íntegra desta conversa entre amigos está no site de CartaCapital desde a segunda-feira 27.

Por que concorrer

Esta eleição, no meu ponto de vista, e também na visão de Luiza Erundina, tem um objetivo muito importante, para além de discutir políticas urbanas, para além de apresentar um projeto de combate à desigualdade que resgate a esperança, já que Bolsonaro, antes de tudo, é um destruidor de esperanças, ele faz política na base do medo e do ódio, catalisando esses sentimentos. Foi assim que ele ganhou as eleições de 2018. Esta eleição tem o objetivo-chave de derrotar o bolsonarismo. O clima social brasileiro de 2018 para cá sofreu importantes mudanças, o sentimento da população nas ruas, nas periferias, não é igual àquele de 2018, quando Bolsonaro se elegeu com 57 milhões de votos. Ele prometeu o combate à corrupção, manejou o sentimento de antipolítica generalizado no povo brasileiro e vendeu um peixe podre. Um ano e meio depois, isso já está claro para muita gente. O argumento do combate à corrupção hoje foi derrubado com o motorista Queiroz, com a milícia, com o laranjal, com as negociatas mais escusas no esgoto do poder, com a instrumentalização do público por uma família. (…) Quem acreditou que Bolsonaro poderia mudar tudo e melhorar a vida dos brasileiros levou na cabeça. Principalmente, com a reforma da Previdência, mais desemprego, precarização do trabalho, além da atuação desastrosa dele na maior crise da nossa geração, que é pandemia do coronavírus. Então, o clima social brasileiro mudou, as pesquisas mostram isso, as redes mostram isso, as ruas mostram isso. Agora, esta mudança e esta insatisfação das pessoas precisam se traduzir em mobilização, pois este não é um processo simples, nem no Brasil, nem em outras partes do mundo. (…) A Itália, por exemplo, ficou 21 anos sob Mussolini, sem que o povo tenha se levantado para derrubá-lo.

Casa-grande e senzala

São fenômenos históricos diferentes, mas, francamente, eu não estou entre aqueles que acreditam que o povo brasileiro repousa no berço esplêndido da passividade. Eu vivo na periferia de São Paulo, atuo há quase 20 anos num dos maiores movimentos sociais do Brasil e, muito embora os tempos de reação popular estejam longe do nosso desejo e da nossa expectativa, temos processos de insatisfação sedimentando e outras mobilizações. (…)

Eu tenho muita sintonia com a interpretação do Mino, de que a elite brasileira, a nossa estrutura social, carrega consigo o DNA da casa-grande. Isso se expressa em toda forma de fazer política, de organizar a sociedade. O Brasil é o país do quarto de empregada, é o país do elevador de serviço. São Paulo, onde essa elite está encastelada, carrega o bairro de Higienópolis, o qual surgiu, inclusive, como um cordão sanitário e social, usando como pretexto as epidemias do início do século XX, de febre amarela, de varíola etc. Foi nesse bairro que a elite cafeeira se refugiou para se distanciar dos pobres. Higienópolis foi construído a partir de uma polícia sanitária que tinha a função de derrubar cortiços, as quais eram chamadas de habitações anti-higiênicas e, nesta lógica higienista, jogaram os pobres para os fundões, para os rincões das periferias. Na verdade, temos no Brasil uma abolição nunca concluída, pois a escravidão formal e legalizada converteu-se em racismo estrutural, em que 130 anos depois os negros ganham 60% do salário médio dos brancos, a própria redemocratização, após 21 anos de ditadura civil-militar, também foi um processo nunca concluído, que levou, inclusive, à ascensão do bolsonarismo como o resíduo dessas transições por cima, que no Brasil é a velha forma de dar o anel para não perder os dedos, e das transições elitistas que excluem a senzala.

Democracia, ora a democracia

Nós nunca tivemos uma democracia plena nem antes, nem depois da chamada redemocratização. A crença de que não há mudança nem confronto é o que pauta a minha atuação sempre. (…) Foi o que me levou a atuar no Movimento Sem Teto, caracterizado pelo confronto em relação às estruturas arcaicas de propriedade no Brasil. É por isso que esse mesmo movimento, nos últimos anos, esteve à frente de lutas sociais nas ruas e enfrentamentos da direita brasileira, para tornar clara a importância de romper com a lógica das transições por cima. (…) Existem diferentes níveis de democracia, porém, eu não acredito numa democracia plena sem democratização social e econômica. Desse ponto de vista estrito, radical, o Brasil nunca teve uma democracia verdadeira, nunca, em nenhum momento de sua história. (…) A Constituição de 1988 foi um grande pacto por cima. A chamada redemocratização que se seguiu ao fim da ditadura também foi um pacto, do qual a maioria do povo não fez parte, e que seguiu excluindo da agenda nacional os temas que em 1964, na voz de Jango Goulart, no Comício da Central do Brasil, ensejaram o golpe. Porque não houve, mesmo após a redemocratização, as ditas reformas estruturais, a reforma agrária, a reforma urbana, a reforma do sistema financeiro, as reformas de base, e a reforma tributária para que os super-ricos começassem a pagar a parte da sua conta no Brasil, mas nada disso aconteceu. Então eu partilho da ideia de ,que sem democracia social e econômica, a democracia política é muito limitada, mas envolve alguns direitos dos quais não podemos abrir mão.

O erro do PT

Acho que precisamos entender de uma vez por todas que se fechou, entre 2014 e 2016, um ciclo em que era possível fazer políticas públicas, garantir alguns avanços sociais importantes, inegáveis, sem enfrentar os privilégios da casa-grande. Há momentos na história, por conjuntura econômica, por correlação de forças políticas, em que se pode ter avanços nos direitos sociais, ter melhorias na vida do povo, mantendo o status quo, sem tirar nada dos de cima, garantir algo para os de baixo sem arrancar nada dos de cima. Estou falando do que foi a estratégia, sobretudo dos governos petistas, liderados pelo Lula e pela Dilma, que foram governos que fizeram políticas públicas, melhoraram a vida dos mais pobres e ao mesmo tempo não se comprometeram com as reformas de base, com as mudanças estruturais. (…) Esse tipo de conjuntura, de janela na História, acontece de tempos em tempos, sobretudo quando você tem momentos de algum tipo de crescimento econômico, em que, por manejo orçamentário, na medida em que a arrecadação pública cresce, é possível fazer políticas públicas sem mudar a estrutura do Estado brasileiro e das relações sociais do País. Mas, isso são períodos de curta duração, e foi por isso que, eu acho, faltou entendimento, sobretudo para o PT, de que essa lua de mel acabaria em algum momento.

A cidade dos muros

São Paulo é construída historicamente como a cidade dos muros, o grande tema desta capital, como do Brasil todo, aliás, se chama desigualdade. Qualquer um que queira fazer um governo popular, que queria construir com compromisso visceral com os de baixo, precisa ter como ponto zero o combate à desigualdade. Agora, isso não é algo trivial, mas simplesmente uma obviedade. A desigualdade em São Paulo toma contornos geográficos. Então, nós temos, na maior cidade do Brasil, dois mundos, separados por pontes, divididos por muros, de um lado fica a periferia, onde o povo, os trabalhadores e os mais pobres, são atirados há mais de 70 anos, jogados, literalmente, sem qualquer presença do Estado para garantir serviços públicos, infraestrutura, uma vida digna para as pessoas. E do outro lado da ponte, que foi imortalizado pelo rap do Mano Brown, Da Ponte Pra Cá, tem-se a cidade oficial e formal, onde se concentra o poder econômico, onde está a Faria Lima, a Paulista, onde está Higienópolis, onde estão, inclusive, os centros de geração de empregos na capital, sem esquecer a Berrini, que também é muito simbólica.

Combate à desigualdade

Quando decidi ser candidato a prefeito de São Paulo, foi com a perspectiva de um combate radical a esta desigualdade. Isso se traduz em propostas bem concretas e objetivas e em colocar em prática uma política que, embora pareça algo simples em qualquer país civilizado, aqui no Brasil é revolucionário, quer dizer, pobres podem e devem morar no Centro. Nós temos de pegar os imóveis abandonados, mais de 40 mil imóveis abandonados no Centro Expandido de São Paulo, e é o que nós vamos fazer, ganhando a prefeitura, desapropriá-los, requalificar e botar pobre para morar no Centro. Isso é feito há muito tempo em Nova York, em grandes cidades europeias também se faz há bastante tempo. Aqui no Brasil, com a lógica da casa-grande, dizer isso é quase ser um revolucionário, socialista, bolivariano, comedor de criancinhas. (…) Outro objetivo é levar serviços públicos essenciais para as periferias, como hospitais, mais escolas e creches. É inacreditável que, em 2020, a cidade mais rica do País, o quinto orçamento do Brasil, ainda tenha déficit de creches, que uma mulher da periferia não possa sair para trabalhar porque não tem com quem deixar o filho, pois o poder público não dá conta disso. Compromisso zero é acabar com o déficit de creches. O compromisso zero em São Paulo não pode e não precisa ver nenhuma família, nenhuma pessoa morando na rua. Nós temos 25 mil moradores de rua em São Paulo e, como eu disse há pouco, existem 40 mil imóveis abandonados, os quais, pelas próprias leis brasileiras, pelo estatuto da cidade e pelo plano diretor, já deveriam estar destinados à moradia popular. Mas que tem um lobby, uma máfia da especulação imobiliária e das empreiteiras, que paga campanha eleitoral de prefeito e vereador, impedindo que isso seja cumprido. É essa máfia que vamos enfrentar.

Retrato do Brasil

Durante a pandemia, os milionários brasileiros ficaram 34 bilhões mais ricos. De dólares, segundo a Oxfam Brasil. Eis um retrato do País. Enquanto isso, morreram mais de 80 mil pessoas, conforme os dados oficiais. Milhões de brasileiros perderam seus empregos. A crise sanitária implica o agravamento da crise social e econômica, milhões de brasileiros foram parar na informalidade e estão jogados na condição de trabalharem 12 horas por dia em cima de uma motocicleta para tirarem 800 reais no fim do mês, sem a proteção do direito trabalhista. E os grandes bilionários, a maioria deles milita no sistema financeiro, operam com um capital especulativo parasitário que não produz coisa alguma para o País. (…) Nesta mesma semana em que sai o dado da Oxfam, tivemos a apresentação da proposta de reforma tributária do Paulo Guedes, prevendo a taxação de livros e produtos da cesta básica, sem uma única palavra sobre taxar grandes fortunas, taxar lucros e dividendos. (…) No Brasil, quem recebe cinco salários mínimos paga 27,5% de Imposto de Renda como alíquota. Quem recebe de lucro e dividendo 5 milhões de reais não paga 1 real sequer de imposto, porque traveste essa renda, que é pessoal, como CNPJ, como distribuição de lucro. A realidade tributária no Brasil é uma das coisas mais escandalosas do planeta, é um Robin Hood ao contrário, que tira dos mais pobres para dar para os super-ricos. (…) No âmbito municipal – esse debate nos convida a tratar do Imposto Territorial –, São Paulo já avançou na progressividade do IPTU, mas tem mais a avançar. Bairros populares têm de ser isentos de IPTU, enquanto as regiões habitadas pelos super-ricos precisam ter cobrança proporcional, ou seja, quem tem mais paga mais, quem tem menos paga menos. (…) Com relação à união das esquerdas, eu não poderia deixar de analisar a situação do PSD, que é um partido que figura no campo progressista, portanto, na oposição ao governo Bolsonaro e merece o respeito de todos nós. Eu tenho amigos e amigas no partido, porém, o PSD de São Paulo eu não colocaria nesse espectro. Márcio França foi vice de Alckmin por oito anos, portanto, ele é da ala mais à direita, que é a ala mais tucana do PSD. Márcio França, digamos, é um dos candidatos da continuidade do tucanato em São Paulo e ele brigou com o Doria, não sei qual foi o motivo, se foi pessoal ou se foi político. França apoiou Doria em 2016 e Bruno Covas é a continuidade dessa gestão. O PSD de São Paulo expressa um projeto que não está propriamente no campo progressista.

O momento crucial

Até 2014 tivemos uma política do governo federal que preservou investimentos públicos importantes. Em 2015 houve uma virada de austeridade, a compra da cantilena neoliberal e o florescimento do golpe. O fato de ter críticas ao governo Dilma não nos impediu de estar na linha de frente contra o golpe, o fato de ter diferenças políticas com Lula, não nos impediu de estar no Sindicato dos Metalúrgicos atuando contra a sua prisão. (…) Desde de que Bolsonaro tomou posse, tenho sido defensor público de todas as formas de unidade da esquerda contra o bolsonarismo. Nos processos eleitorais, lamentavelmente, entram em jogo questões menores, paroquiais, locais. (…) Respeito a candidatura do Jilmar Tatto, respeito a candidatura do Orlando Silva, do PCdoB, mas é evidente que seria bem melhor se pudéssemos construir uma unidade no campo da esquerda, porque o grande objetivo é a derrota do bolsonarismo.

A tragédia econômica e social

Já se fala numa queda econômica de 9% e, se isso acontecer nós vamos passar em poucos meses de 13 milhões de desempregados para 25 milhões ou 30 milhões. E vamos passar de 40 milhões de trabalhadores na informalidade, trabalhando de bico, para 60 milhões.

Isto significa miséria nas ruas, fome, saques. Nós podemos ter um processo de convulsão social no Brasil no curto prazo, ainda mais num governo sem qualquer responsabilidade social, com um sociopata no comando. É uma situação que apresenta seus perigos. Poderia ser o prenúncio de uma revolta popular. Mas que poderia também ser instrumentalizada pelo bolsonarismo, para chamar as Forças Armadas e desencadear um processo de endurecimento autoritário, que é o seu desejo, ele não esconde.

Confusões à esquerda

Uma parte da esquerda brasileira entendeu que bastava, de dois em dois anos, subir o morro e atravessar a ponte para convencer as pessoas a votar, mas não entendeu o quanto era necessário manter redes de apoio de solidariedade e de convívio com o próprio povo. O Movimento Sem Teto organizou um fundo solidário, inclusive a CartaCapital noticiou e mostrou o que esse fundo fez, com recursos que foram arrecadados por uma vaquinha virtual, feita solidariamente, com zero de recursos públicos. O movimento distribuiu 220 toneladas de alimentos nas periferias, mais de 100 mil máscaras de proteção, kits de higiene, livros que foram doados pelos próprios autores, realizou uma verdadeira rede de solidariedade em mais de 300 bairros de São Paulo, em comunidades, favelas, ocupações e cozinhas coletivas.

É esse vínculo solidário de pertencimento, de escuta, de humildade, que uma parte da esquerda perdeu com o nosso povo, e isso num cenário de grandes crises e grandes encruzilhadas, com a gente tendo capacidade de canalizar esse potencial em um projeto para derrotar a casa-grande, para um projeto que apresente uma renovação de esperança no Brasil.

As transformações profundas que precisam ser feitas. Essa conexão com a periferia é vital, a campanha eleitoral que vamos fazer em São Paulo será de diálogo, escuta e conexão com as periferias, enfim, com o povo de cada rincão.

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