Política
Boulos chama de ‘absurdo’ hino brasileiro com linguagem neutra em comício
O candidato à prefeitura de São Paulo responsabilizou a produtora contratada pelo episódio
O candidato à prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) definiu como “absurda” a alteração na letra do Hino Nacional para incluir a linguagem neutra durante um comício de sua campanha. O deputado federal responsabilizou a produtora contratada e disse que o caso serviu como munição para seus adversários.
“Não foi, logicamente, uma decisão da minha campanha, aquele absurdo que foi feito com o Hino Nacional“, afirmou, nesta quarta-feira 28, na saída de um evento na região central da cidade.
“Aquilo foi uma produtora, uma empresa produtora contratada da nossa campanha, que por sua vez contratou uma cantora e que teve aquele episódio. A nossa campanha se pronunciou de maneira clara e essa empresa produtora não vai mais trabalhar nos próximos eventos da campanha.”
Durante a execução do Hino Nacional, a intérprete Yurungai cantou “des filhes deste solo és mãe gentil, pátria amada, Brasil”. A campanha de Boulos apagou das redes sociais do candidato o vídeo com a transmissão do comício.
A alteração na letra repercutiu de forma negativa e levou Boulos e o presidente Lula (PT), que participou do evento de campanha, ao centro das críticas. A agenda também contou com a participação de ministros e de Marta Suplicy (PT), candidata a vice-prefeita na chapa do deputado federal.
Repudiaram a mudança no hino figuras como os deputados federais Kim Kataguiri (União-SP), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que dirige a seção feminina do PL, também usou o caso para atacar Boulos e Lula.
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