Política
Bom era o tempo em que o vice era o Vasco
A incansável cruzada de Jair Bolsonaro em busca de um parceiro de chapa
Entre patetas e oportunistas, ressentidos patológicos e descompensados em geral, o Brasil lisérgico produziu nos últimos anos uma leva considerável de personagens de picadeiro. Com tamanha concorrência, percebe-se que Tiririca saiu de cena.
Vejamos se não falta algum: Oscar Maroni, Janaina Paschoal, Alexandre Frota, Joice Hasselmann, Rachel Sheherazade, Marco Antonio Villa, Roger, Lobão, Ana Paula do Vôlei. Do Poder Judiciário emergiu um jejuante em Cristo. Do Legislativo, uma tatuagem de henna com o nome do Temer.
Se Silvio Santos estivesse no melhor de sua forma, trancaria esse pessoal numa Casa dos Artistas. Que, no caso, nasceria vocacionada a hospício.
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Esquecidos do Gardenal, parecem todos potenciais candidatos a vice na chapa de Bolsonaro, o candidato-repelente – verdadeiro Exposis na busca por atrair aliados.
Abandonado no campo de batalha pelo general Heleno, Bolsonaro flerta agora com o príncipe Luiz Philipe de Orleans e Bragança, além do astronauta Marcos Pontes.
Em cruel disputa com a realidade, o site de humor Sensacionalista viu Pontes largar em vantagem: “Vice astronauta é a melhor opção para candidato lunático”. Guilherme Boulos propôs um bem-bolado do “menino maluquinho com o pequeno príncipe no mundo da Lua”.
Uma chapa de chapados tem, no entanto, mais chance de acontecer: Bolsonaro presidente, Janaina vice. Seria um pequeno passo para um homem misógino, um revés gigantesco para a luta antimanicomial.
Depois de Temer e do que se prenuncia, é possível dizer: bom era o tempo em que o vice era o Vasco.
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