Política

Bolsonaro volta a causar aglomeração em região classificada como de ‘risco gravíssimo’ para a Covid-19

O presidente, sua equipe e a maior parte dos presentes estava sem máscara

Bolsonaro volta a causar aglomeração em região classificada como de ‘risco gravíssimo’ para a Covid-19
Bolsonaro volta a causar aglomeração em região classificada como de ‘risco gravíssimo’ para a Covid-19
Bolsonaro volta causar aglomeração em região classificada como 'risco gravíssimo' para a Covid-19. Foto: Reprodução/Twitter
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O presidente Jair Bolsonaro voltou a causar aglomerações na tarde deste domingo 14 em Francisco do Sul,  litoral de Santa Catarina, local que o ex-capitão passa o ferido de carnaval.

A região que Bolsonaro visita foi classificada no último boletim elaborado pela Secretaria de Saúde do Estado como de “risco potencial gravíssimo”, ou seja, registra alta ocorrência de mortes e os índices apontam para a expansão da pandemia.

Bolsonaro foi pescar e na volta parou conversar com seus apoiadores. O presidente,  sua equipe e a maior parte dos presentes estavam sem máscara.

Essa não é a primeira vez que o presidente causa aglomerações na cidade. Neste sábado 13, ao chegar à cidade catarinense, Bolsonaro parou em diferentes pontos para cumprimentar apoiadores, que se aglomeraram para tirar fotos e conversar com o chefe do Executivo federal sem máscara.

Auxílio Emergencial 

Ao cumprimentar apoiadores, Bolsonaro foi questionado sobre o auxílio emergencial. Mais uma vez, o presidente da República responsabilizou governadores pelo fechamento das atividades econômicas e a pressão pelo socorro assistencial. Após ser eleito, em 2018, o chefe do Planalto rompeu com o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), que perdeu apoio da base bolsonarista no Estado após adotar medidas de isolamento social.

“Quem foi que tirou teu emprego? Tá gravando? Pode gravar. Você quer o auxílio? Pede para o governador”, afirmou o presidente a uma mulher que o questionou sobre o pagamento em meio aos apoiadores. “Quem fechou tudo, fui eu ou foi o governador? Quem fechou o comércio, fui eu ou o governador? Eu tô te perguntando: quem foi que tirou teu emprego?”.

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