Política
Bolsonaro usa encontro com crianças para atacar Lula: ‘o sem dedinho faz mal’
Como de praxe, o ex-capitão mentiu e omitiu fatos históricos a fim de negar o golpe de 1964
O presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu usar uma reunião com crianças no Palácio do Planalto para agredir o ex-presidente Lula (PT), líder das pesquisas de intenção de voto para o Palácio do Planalto.
“Muitas escolas públicas, para ensinar errado as crianças, como se o certo, o bondoso, o caridoso, aquele que quer o bem do próximo é o pessoal pintado de vermelho. Pintado de vermelho que faz o bem para vocês é só o Papai Noel. Aquele outro de vermelhinho, com chifrinho, faz o mal. Ou o sem dedinho também faz o mal“, disse o ex-capitão na interação com as crianças.
Na conversa, Bolsonaro ainda atacou a imprensa, ao afirmar que ela “mente” sobre a história do País – como, por exemplo, sobre o golpe de 1964, constantemente exaltado pelo presidente.
“Uma vez o plenário da Câmara e do Senado declarou vaga a cadeira de um presidente, porque ele tinha fugido do Brasil. Ele fugiu. Daí assumiu o Ranieri Mazzilli. Daí, dia 11 de abril teve eleição indireta. Câmara e Senado votaram em Castello Branco, que chegou à Presidência à luz da Constituição. Ele não chegou lá dando golpe”.
Como de praxe, Bolsonaro mente ao omitir que o breve mandato de Mazzilli não passou de um arremedo institucional, já que o poder de fato já era exercido pelo chamado “Comando Supremo da Revolução”, composto pelos três comandantes das Forças Armadas.
Como presidente da Câmara, Mazzilli aceitou o Ato Institucional nº1, a convocar eleições indiretas para a Presidência da República e confirmar a cassação de parlamentares alinhados ao presidente golpeado, João Goulart.
Mais cedo, Bolsonaro recusou um convite para participar de uma solenidade pelos 200 anos da Independência do Brasil, no Congresso Nacional.
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