Política
Bolsonaro: “O governo não tem a força que o povo pensa que eu tenho”
Presidente comentou decisão da Anvisa em liberar venda de produtos à base de cannabis
Ao comentar sobre a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em regulamentar produtos à base de cannabis, o presidente Jair Bolsonaro criticou a possibilidade de liberação do plantio de maconha e disse que o governo não tem autoridade sobre as agências reguladoras. A declaração ocorreu durante transmissão ao vivo nas redes sociais, nesta segunda-feira 9.
Apesar de se manifestar contrário ao cultivo da erva, Bolsonaro elogiou o anúncio da Anvisa. Na terça-feira 3, o órgão liberou a venda de produtos com substâncias da planta, apenas em farmácias, dentro de parâmetros de prescrição médica, comercialização, fiscalização, entre outras condições. Na mesma reunião, por 3 votos a 1, a agência rejeitou o cultivo de maconha para fins medicinais.
“Foi discutida na semana passada a questão do canabidiol. A Anvisa quase liberou o plantio de maconha. Alguns podem até falar, ‘ah, mas tem que liberar para fim medicinal’. É a porta aberta. Tomou-se a melhor medida. Foi 3 a 1, né, um dos integrantes não votou, mas podia ser 3 a 1 do outro lado. Nós não temos autonomia sobre as agências, então, o governo não tem a força que o povo pensa que eu tenho”, declarou o presidente.
Bolsonaro aparece no vídeo ao lado dos ministros da Ciência, Marcos Pontes, da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Agricultura, Tereza Cristina. Em uma transmissão que durou cerca de 30 minutos, eles apresentaram uma apresentação de slides sobre a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.
O presidente aproveitou a oportunidade para se explicar sobre o aumento do preço da carne. Tereza Cristina prometeu que a alta do preço será passageira.
“É temporário”, disse a ministra. “O senhor pode garantir à população que nós temos o maior rebanho comercial do mundo. Isso foi um período de uma seca, né, a entressafra do boi, mas a arroba já baixou para o produtor e agora precisa baixar na gôndola.”
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