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Bolsonaro não tem o apoio de Roger Waters, mas conta com a Ku Klux Klan

Política

O negócio anda tão insano que quem vota no Jair Bolsonaro brigou com o papa, com Roger Waters, com o jornal The New York Times, com a Madonna, com a embaixada da Alemanha, com as torcidas organizadas do Corinthians, com a ONU, com a revista The Economist, com o U2, com mais da metade do mundo.

Mas recentemente Bolsonaro ganhou um apoio… da Ku Klux Klan.

Nem a extrema direita francesa admite ser comparada ou colocada ao lado do candidato de extrema-extrema-direita tupiniquim. Marine Le Pen veio a público pedir distância.

A sensação é de que existe uma hipnose coletiva. Como se fossemos personagens do clássico livro de José Saramago “Ensaio sobre a cegueira”. Nada parece fazer sentido.

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Milhares, milhões até, acreditam nas Fake News distribuídas principalmente pelo Whatsapp. Como fica a afirmação de juízes do Tribunal Superior Eleitoral que ameaçaram anular a eleição se ficasse comprovada a interferência nos resultados desse tipo de estratégia? O TSE vai ou não garantir a legitimidade da disputa?

Isso me leva a outra pergunta: Quem serão os fiadores da “democracia” bolsonarista?

Enquanto isso, o campo democrático parece não encontrar um ponto de interseção para fazer frente à ameaça autoritária e sem escrúpulos.

O jogo foi tão bruto que deixou todo mundo machucado. Em meio a tanta mágoa, procuram-se os culpados pelo caos que se aproxima, como se isso as desavenças fossem capazes de mudar o resultado.

Vamos eleger um meme como presidente da República?

Procuro palavras para tentar expressar o que sinto, mas confesso estar difícil. Nada parece fazer sentido. É como se uma onda gigante se formasse na nossa frente e a gente precisasse agora, mais do que nunca, remar todos juntos para atravessar a tempestade.

Faço um apelo aqueles que votaram no Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Alckmin e até em João Amôedo. E aos que pretendem votar branco ou nulo. Não votem no PT. Votem no Fernando Haddad. Repito: no Haddad.

Depois a gente cobra dele um bom governo até 31 de dezembro de 2022.

Caso contrário, não sei se poderemos escolher em 2022.

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