Política

Bolsonaro lamenta dificuldades em privatizar os Correios

Presidente disse que não quer prejudicar servidores com processo de desestatização

Bolsonaro lamenta dificuldades em privatizar os Correios
Bolsonaro lamenta dificuldades em privatizar os Correios
O presidente Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)
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O presidente Jair Bolsonaro relatou dificuldades em privatizar empresas públicas, como a companhia de serviços de entrega Correios. Em declaração nesta terça-feira 7, no Palácio do Alvorada, em Brasília, Bolsonaro afirmou que, se pudesse, já teria privatizado os Correios.

“A gente pretende [privatizar]. Se eu pudesse privatizar hoje, privatizaria, mas eu não posso prejudicar o servidor dos Correios”, afirmou. “Vocês sabem, o Supremo Tribunal Federal decidiu que as empresas-mães, a privatização tem que passar pelo parlamento. E você mexe nas privatizações com dezenas de milhares de servidores. É um passivo grande, você tem que buscar solução para tudo isso.”

Segundo o presidente, a alta fiscalização do processo de privatização torna a medida mais difícil.

“Você não pode jogar os caras para cima. Eles têm que ter as suas garantias, você tem que ter um comprador para aquilo, é devagar. Você tem o TCU com lupa em cima de você. Não são fáceis as privatizações, não são fáceis”, disse.

 

Contrária à privatização dos Correios, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) argumenta que os servidores terão seus salários reduzidos e estarão sujeitos a condições de trabalho precárias caso o processo seja concluído.

Desde 2019, o governo demonstra clara intenção em privatizar uma série de empresas públicas. Já em agosto, o governo anunciou uma lista com 17 privatizações, que inclui empresas como Eletrobras, Telebras e Casa da Moeda. Segundo a Secretaria de Desestatização do Ministério da Economia, o objetivo é concluir as principais vendas até 2021.

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