Bolsonaro diz que governo suspendeu compra de seringas

Presidente disse que Ministério da Saúde aguarda 'preços voltarem à normalidade'

Presidente Jair Bolsonaro. Foto: AFP

Presidente Jair Bolsonaro. Foto: AFP

Política

Em uma publicação nas redes sociais nesta quarta-feira 6, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Ministério da Saúde suspendeu a compra de seringas “até que os preços voltem à normalidade”.

 

 

“Como houve interesse do Ministério da Saúde em adquirir seringas para o seu estoque regulador, os preços dispararam e o MS suspendeu a compra até que os preços voltem a normalidade”, escreveu.

“Estados e municípios têm estoque de seringas para o início das vacinações, já que a quantidade de vacinas num primeiro momento não é grande”, acrescentou.

O pronunciamento veio após o Ministério ter falhado em adquirir cerca de 300 milhões de seringas e agulhas no mercado, intenções anunciadas pela própria pasta.

 

 

De acordo com o plano de imunização feito pelo próprio Ministério, para concluir a 1ª fase de vacinação, serão necessárias mais de 31 milhões de doses de alguma das vacinas adquiridas pelo governo.

Neste momento, estão incluídos trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e a população indígena. Ao todo, os quatro momentos iniciais e prioritários da campanha somam 109,5 milhões de doses.

No texto, o presidente ainda afirma que a mídia distorce informações sobre a vacinação em outros países e que a Pfizer teria vendido “apenas 10 mil doses” para alguns deles, mas os dados de doses aplicadas de diferentes imunizantes mostra uma campanha global maior do que a aventada por Bolsonaro.

Segundo levantamento do site Our World in Data, já foram administradas cerca de 14 milhões de doses de vacinas em quase 50 países até o momento. Somente nos Estados Unidos, que utiliza vacinas da Pfizer e Moderna, já foram aplicadas quase 5 milhões de doses.

 

 

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Post Tags
Compartilhar postagem