Política
Bolsonaro deixou de usar verba destinada ao combate à pandemia
Gasto mais expressivo e conhecido do período é o pagamento do auxílio emergencial
Um relatório desenvolvido pela Câmara dos Deputados mostra que o governo do presidente Jair Bolsonaro deixou de gastar dinheiro reservado para contratar médicos, reestruturar hospitais, comprar testes de Covid-19 para presídios e fomentar agricultura familiar para doação de alimentos durante a pandemia do novo coronavírus.
A consultoria de Orçamento da Casa, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo, lista pelo menos dez ações da gestão Bolsonaro que não avançaram, apesar da abertura imediata de créditos extraordinários.
A verba foi liberada por meio de MPs (medidas provisórias) dentro do chamado Orçamento de Guerra. Com ele, há flexibilização das regras fiscais até 31 de dezembro, prazo do estado de calamidade pública decretado em razão da pandemia do novo coronavírus.
No orçamento de guerra, a pandemia conta com gastos específicos, sem as amarras habituais para a criação de uma despesa. O gasto mais expressivo e conhecido do período é o auxílio emergencial, que já soma 275,4 bilhões de reais.
O relatório mais recente da Câmara dos Deputados, com dados até o dia 20 de novembro, mostra que apenas 4,6% do dinheiro foi efetivamente gasto.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Embaixada da China repudia declaração de Eduardo Bolsonaro sobre 5G: ‘Totalmente inaceitável’
Por CartaCapital



