Política

Bolsonaro dá declaração falsa sobre lockdown, defende remédios ineficazes e diz ter ‘passado atlético’

Ao dobrar a aposta no negacionismo, o ex-capitão também voltou a dizer que não se imunizou contra a Covid-19

Foto: NELSON ALMEIDA / AFP
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou que haverá “caos” e “rebelião” se o Brasil decretar lockdown neste ano devido  ao avanço da variante Ômicron do coronavírus. Em entrevista à Jovem Pan divulgada nesta terça-feira 11, ele tornou a criticar governadores e prefeitos que tomam medidas para tentar conter a disseminação da Covid-19.

“O Brasil não resiste a um novo lockdown. Será o caos. Será uma rebelião, uma explosão de ações onde grupos vão defender o seu direito à sobrevivência. Não teremos Forças Armadas suficientes para a garantia da lei e da ordem”, disse Bolsonaro. Ao contrário do que ele alega, o País nunca passou por um lockdown para enfrentar a pandemia e poucas cidades brasileiras recorreram ao confinamento.

Ao dobrar a aposta no negacionismo, o ex-capitão também voltou a dizer que não se imunizou contra a Covid-19. “Eu não tomei a vacina. É o meu direito”, afirmou. “Não vão forçar, porque eu não vou tomar. Nenhum homem aqui no Brasil ou uma mulher vai me obrigar a tomar a vacina.”

‘Passado atlético’

Bolsonaro ainda insistiu em minimizar os efeitos do coronavírus, que já causou a morte de mais de 600 mil pessoas no Brasil. “Quando eu falei do meu passado atlético, o meu passado esportivo… batendo em mim o vírus, não vai acontecer nada, como não aconteceu. Fiz o tratamento precoce e nada aconteceu”, disse, em referência ao pronunciamento feito por ele em rede nacional de rádio e televisão em março de 2020, no começo da pandemia, quando chamou a Covid-19 de “gripezinha” ou “resfriadinho” e mencionou seu “histórico de atleta”.

O tratamento precoce citado por Bolsonaro, com remédios como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina, é comprovadamente ineficaz contra a Covid-19. A defesa do chamado “kit covid” foi investigada pela CPI da Covid, que atuou em 2021 no Senado e apontou ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia.

(Com informações da Agência Estado)

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