Bolsonaro compara membros do governo a jogo de xadrez: “Dama é a PGR”

Presidente Jair Bolsonaro quer indicar aliado para posto que pertence ao Ministério Público

A procuradora-geral da República Raquel Dodge e o presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

A procuradora-geral da República Raquel Dodge e o presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Política

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, nesta terça-feira 3, que anunciará até quinta-feira 5 o nome indicado para comandar a Procuradoria-Geral da República. Em conversa com jornalistas no Palácio da Alvorada, em Brasília, Bolsonaro reforçou que o nome deve ser seu aliado e comparou os membros de seu governo a peças do jogo de xadrez.

“A criança deve nascer até quinta”, afirmou o presidente, ao jornal Folha de S. Paulo. O prazo do mandato da atual procuradora-geral, Raquel Dodge, termina no dia 17 de setembro. Após receber a indicação, o nome para o cargo deve ser aprovado pelo Senado Federal. O mandato tem dois anos e pertence ao Ministério Público.

Bolsonaro ressaltou que o ocupante do posto “tem que tirar nota 7 em tudo e ser alinhado comigo”. Segundo ele, o procurador-geral é a rainha no xadrez do Palácio do Planalto.

“Pessoal, vamos imaginar um jogo de xadrez no governo, vamos imaginar? Jogo de xadrez. Os peões seriam, em grande parte, quem? Os ministros, né? Lá para trás, um pouquinho, o Moro, da Justiça, é uma torre. Paulo Guedes, um cavalo. E a dama, seria quem? Alguém tem ideia aí? Quero ver se vocês são inteligentes. Quem seria a dama? Qual autoridade seria a dama? Que pode ser um homem, obviamente. Não, o presidente é o rei. A dama é a PGR”, afirmou.

O presidente já afirmou que pode rejeitar as três indicações de procuradores eleitos na lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Os três procuradores eleitos foram Mário Bonsaglia, Luiza Frischeisen e Blal Dalloul. Raquel Dodge não participou das eleições na categoria, mas deseja ser reconduzida ao cargo.

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem