Política

Moraes rejeita transferência de Bolsonaro a hospital após queda na PF

Segundo o ministro do STF, o comunicado da Polícia Federal afastou a necessidade de remoção imediata do ex-presidente

Moraes rejeita transferência de Bolsonaro a hospital após queda na PF
Moraes rejeita transferência de Bolsonaro a hospital após queda na PF
A tentativa de romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda antecipou a ida de Bolsonaro para Superintendência da Polícia Federal – Imagem: Sergio Lima/AFP
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decidiu, nesta terça-feira 6, rejeitar a ida imediata de Jair Bolsonaro (PL) ao hospital. Segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o ex-presidente sofreu uma queda na sala onde está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, nesta madrugada.

A PF informou que Bolsonaro passou por um atendimento na manhã desta terça. Para o médico da corporação, os ferimentos foram leves e não apontavam a necessidade de encaminhamento ao hospital. A defesa, por sua vez, reivindicava a transferência, que dependeria de uma autorização de Moraes.

“Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”, decidiu o ministro.

Moraes afirmou, porém, que a defesa tem direito à realização de exames, desde que previamente agendados, com indicação específica e necessidade comprovada.

O ministro mandou os advogados de Bolsonaro listarem os exames que consideram necessários, “para que se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário”. Determinou também que a PF anexe aos autos o laudo do atendimento médico realizado nesta terça.

Logo após a publicação do despacho, a defesa afirmou ao ministro que Bolsonaro deve passar por tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma. Ao solicitar aval à “realização urgente” dos exames, os advogados disseram se tratar de um quadro “compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada a queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante em região temporal direita”.

A PF também cumpriu a ordem do magistrado e encaminhou o laudo médico. A corporação afirmou que, após o exame, Bolsonaro estava consciente e orientado e não apresentava sinais de déficit neurológico. O laudo ainda cita pupilas reativas, capacidade de movimentação e sensibilidade de membros preservadas, estabilidade hemodinâmica, leve desequilíbrio na posição ortostática, e uma lesão superficial na face direita e no dedão do pé esquerdo “com presença de sangue”.

A informação sobre a queda foi divulgada primeiro por Michelle, que, em publicação nas redes sociais, relatou que o marido bateu a cabeça em um móvel.

O episódio ocorre poucos dias após Bolsonaro receber alta do Hospital DF Star, onde ficou internado por nove dias depois de passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Durante a internação, o ex-presidente também foi submetido a um bloqueio do nervo frênico, procedimento indicado para conter crises persistentes de soluços, associadas pelos médicos a complicações decorrentes da facada sofrida na campanha presidencial de 2018.

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