Política

Bolsonaro afirma que manterá chefe da Secom mesmo após escândalo

Reportagem do jornal ‘Folha de S.Paulo’ relatou conflito de interesses em atuação de Fabio Wajngarten

O presidente Jair Bolsonaro (Foto: EBC)
O presidente Jair Bolsonaro (Foto: EBC)
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O presidente Jair Bolsonaro se pronunciou, na manhã desta quinta-feira 16, sobre o escândalo envolvendo o chefe da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência). Segundo Bolsonaro, Fabio Wajngarten permanecerá no cargo. “Se foi ilegal, a gente vê lá na frente. Mas, pelo que vi até agora, está tudo legal, vai continuar. Excelente profissional. Se fosse um porcaria, igual alguns que tem por aí, ninguém estaria criticando ele”, disse o presidente ao sair do Palácio da Alvorada.

As transações financeiras foram reveladas pelo jornal Folha de S.Paulo e teriam ocorrido por meio de uma empresa da qual Wajngarten é sócio, a FW Comunicação. A relação configuraria conflito de interesses.

Durante pronunciamento em Brasília, o chefe da Secom disse que a matéria do jornal é “fantasiosa”. Ele afirma que se desvinculou da gestão da empresa antes de assumir o cargo.

“É realmente um absurdo esse tipo de matéria. Eu não estou aqui para fazer negócios, estou aqui para transformar a comunicação da Presidência da República, com a maior ética possível, com a maior transparência possível, com a maior modernidade possível”, afirmou.

O setor é responsável pela distribuição da verba de propaganda do Palácio do Planalto e determina as regras para as contas dos demais órgãos federais. Segundo o jornal, a FW, empresa da qual Wajngarten é sócio, tem contratos com ao menos cinco empresas que recebem verba do governo, entre elas as emissoras Bandeirantes e Record.

O chefe da Secom, Fabio Wajngarten. Foto: Anderson Riedel/PR

Em 2019, diz a Folha, a Bandeirantes pagou 9.046 reais por mês, o equivalente a 109 mil reais por ano, à empresa de Wajngarten. De acordo com a emissora, o contrato com a FW ocorre desde 2004.

Em contrapartida, relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) reportado pelo jornal aponta crescimento na destinação de verbas governamentais para as emissoras Record e SBT, em detrimento da TV Globo. No documento, também constariam ações de merchandising para programas dos apresentadores Datena (Band) e Ratinho (SBT).

A Secom acusa o veículo de investir “de maneira desatinada e irresponsável contra o governo Bolsonaro, desta vez tentando apontar irregularidades” no órgão. Segundo nota, Wajngarten se afastou da gestão da empresa, nomeou um administrador e os contratos mantidos com veículos de comunicação ocorreram muito antes de ele assumir o posto.

“A lei determina que ao ocupante de cargo público basta se afastar da administração, da gestão da empresa em que é acionista para poder exercer a função para qual foi nomeado”, justifica.

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