Bolsonaro admite que voto impresso não tem apoio para aprovação

O presidente novamente questionou validade de resultados de pesquisas que indicam queda da aprovação do governo

Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP

Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP

Política

O presidente Jair Bolsonaro admitiu, nesta sexta-feira 23, que o governo não tem apoio no Congresso para aprovar proposta de emenda à Constituição do voto impresso, de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), na Comissão de Constituição e Justiça. Mesmo assim, afirmou que já conta com os 2 bilhões de reais necessários para financiar a alteração no sistema eleitoral na previsão orçamentária de 2022.

Bolsonaro reiterou críticas ao presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que teria persuadido parlamentares a se opor ao projeto. “Essa bandeira sempre foi defendida por 90% dos parlamentares. Por que, de uma hora para outra, alguns parlamentares mudaram de opinião? Depois de receber a visita do presidente do TSE e também integrante do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. De modo que se colocar em votação hoje, não passa”, disse em entrevista à Rádio Grande FM 92,1, de Dourados (MS).

 

O presidente novamente questionou validade de resultados de pesquisas que indicam queda da aprovação do governo e crescimento das intenções de voto de Luiz Inácio Lula da Silva, principal antagonista de Bolsonaro no horizonte eleitoral de 2022. Aproveitou para defender o voto impresso, que, em sua visão, deveria ser apoiado pela esquerda.

“Se, segundo o Datafolha, o Lula tem 49% das intenções de voto no primeiro turno, eu acho que eles deveriam aprovar o voto impresso, auditável e seguro, que é a garantia de que o Lula vai ganhar”, completou o mandatário.

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