Política
Bolsonaro abre guerra contra Lula: “Não dê munição ao canalha”
Presidente da República atacou petista em publicação nas redes sociais
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) utilizou termos bélicos ao se pronunciar, neste sábado 9, sobre a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocorrida na sexta-feira 8. Em publicação nas redes sociais, Bolsonaro pediu para que seus seguidores não deem “munição ao canalha”.
O presidente não citou nominalmente o petista, mas a referência é direta ao rival.
“Amantes da liberdade e do bem, somos a maioria. Não podemos cometer erros. Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa se torna num bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa”, escreveu o presidente.
Bolsonaro anexou à postagem um vídeo de discurso exibido pela TV Brasil, durante um evento de formatura do curso de policiais federais. Nele, Bolsonaro faz elogios ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.
Amantes da liberdade e do bem, somos a maioria. Não podemos cometer erros. Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa, se torna num bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa. pic.twitter.com/NSMjtytuDO
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) November 9, 2019
Lula foi solto na sexta-feira 8, um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que a prisão-pena só deve ocorrer com o “trânsito em julgado”, nome dado ao momento em que se esgotam todos os recursos ao alcance do réu.
No mesmo dia da soltura do petista, Sergio Moro defendeu que o Congresso Nacional altere a Constituição ou o Código de Processo Penal para permitir a prisão após condenação em 2ª instância. Quando era juiz da Operação Lava Jato, Moro condenou Lula pelo processo do tríplex do Guarujá (SP) e determinou a prisão do petista quando houve condenação em 2º grau.
Lula esteve preso por 580 dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
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