Política

assine e leia

Bolsomaster

Os áudios entre Flávio e Vorcaro deixam mais claras as ligações umbilicais do clã com o banqueiro

Bolsomaster
Bolsomaster
Vorcaro enviou ao menos 60 milhões de reais para o fundo nos EUA ligado aos Bolsonaro – Imagem: Vitor Souza/AFP e Redes Sociais
Apoie Siga-nos no

Ao tentar eleger-se pela primeira vez a um cargo executivo, na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro em 2016, Flávio Bolsonaro passou mal durante um debate televisivo. A pressão caiu e ele foi socorrido, ainda no palco, pela adversária Jandira Feghali, médica de formação, antes de ser retirado do programa. Uma década depois, o filho 01 de Jair Bolsonaro, que pretende disputar outro posto, o mais alto da hierarquia política, acaba de tomar um soco metafórico no noticiário e agora fica a dúvida: sairá de cena também, neste caso em definitivo? A revelação de sua intimidade com Daniel Vorcaro, dono do finado Banco Master, a ponto de pegar o telefone, acioná-lo e implorar por dinheiro, levou aliados do senador a cogitar o fim da candidatura presidencial e a aventar um plano B, como Michelle, a madrasta. “Apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá?”, afirmou o senador em uma mensagem de áudio de 8 de setembro do ano passado, revelada pelo site The Intercept Brasil. “É porque tá num momento muito decisivo aqui do filme, e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso.”

Flávio queria apoio do banqueiro para financiar um filme sobre o pai, com lançamento previsto menos de um mês do primeiro turno da eleição deste ano. A “cobrança” do senador teria sido de 134 milhões de reais. Na campanha anterior, de 2022, um cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, havia doado 3 milhões de reais a Bolsonaro. O banqueiro tinha motivos para querer a permanência do capitão no poder. No início da gestão bolsonarista, o Banco Central, comandado por uma diretoria herdada do governo Temer, havia negado a Vorcaro a reabertura de um banco chamado Máxima. A instituição estava prestes a ser liquidada por causa de fraudes, e Vorcaro a tinha comprado. Bolsonaro logo trocaria o comando do BC, poria na presidência Roberto Campos Neto e este designaria outros diretores. A nova cúpula da autoridade monetária daria sinal verde à operação apenas oito meses após a rejeição do primeiro pedido. Vorcaro rebatizou o Máxima de Master e alçou voo no sistema financeiro.

No governo Bolsonaro, o Master encorpou e fez de seu dono um bilionário. A diretoria de Fiscalização do BC foi chefiada parte do tempo por um servidor, Paulo Sérgio Novaes de Souza, que estava no bolso do banqueiro e recebia suborno, entre eles uma viagem à Disney, conforme a Polícia Federal. Souza está com tornozeleira eletrônica desde março, mês em que Vorcaro foi preso preventivamente pela segunda vez. Diante do sucesso de Vorcaro na era Bolsonaro e da relação cultivada de parte a parte desde então, fica mais fácil entender a doação de 2022 e a intimidade do senador com o banqueiro demonstrada na cobrança telefônica por dinheiro. Idem sobre o motivo de Vorcaro ter topado financiar um filme sobre Bolsonaro pai, coprodução Brasil-Estados Unidos destinada a empurrar a candidatura de 01.

Algumas autoridades federais sabem que Vorcaro fez chegar cerca de 60 milhões de reais a uma conta no Texas, nos EUA, e que ela pertence a um fundo que tem como sócios gente próxima a Eduardo Bolsonaro, o ex-deputado “autoexilado”. Foi o que disse da tribuna da Câmara dos Deputados o líder de Lula na Casa, o petista Paulo Pimenta, após o Intercept divulgar os áudios. “Todas essas informações já estão com o ministro André Mendonça. O Banco Central e o Coaf já sabem, além deste depósito nesta conta, quem são as outras pessoas que depositaram nesta conta.” Segundo o parlamentar, o rastreio do dinheiro transferido para o Texas e de lá distribuído pode levar à descoberta de que o filme serviu de pretexto para atividades ilícitas do clã Bolsonaro, como o impulsionamento pago de propaganda anti-Lula nas redes sociais.

A produtora de “Dark Horse” nega ter recebido o dinheiro enviado pelo Master. O ator Jim Caviezel, notório extremista de direita, interpreta Bolsonaro no filme a ser lançado em agosto – Imagem: Sergio Lima/AFP e Redes Sociais

Em 5 de fevereiro de 2025, Vorcaro e Zettel trocaram mensagens sobre um “filme”, presumivelmente aquele do capitão, e sobre o envio de verba para financiá-lo. Zettel comentou que a área de câmbio do Master estava “criando caso”. Vorcaro autorizou “mandar a grana”, através de “quem paga lá fora”. Pelo contexto e outras informações, “lá fora” significa no exterior. Zettel apontou o destinatário da remessa: “um fundo”. É o fundo citado por Pimenta. Zettel perguntou ao chefe se poderia pedir ao “Minas” para enviar o dinheiro. “Minas” seria o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “mineiro”, alvo em janeiro de uma das batidas da Polícia Federal no caso Master.

Na época da conversa entre Vorcaro e Zettel, Eduardo Bolsonaro mudou-se para os EUA, a fim de conspirar para que o governo Trump impusesse medidas prejudiciais ao Brasil, na esperança de livrar o pai da condenação por tentativa de golpe. O autoexílio custou-lhe a perda do mandato de deputado por faltas e a conspiração fez dele réu no Supremo Tribunal Federal, pelo crime de “coação no curso do processo”. A ação penal está próxima de ser julgada. Na segunda-feira 11, a Procuradoria-Geral da República apresentou as alegações finais ao relator do caso, Alexandre de Moraes. A última manifestação em nome do réu será da Defensoria Pública da União. Eduardo não constituiu advogados, pois está nos Estados Unidos e ficará por lá ainda que seja condenado. Sua sentença pode chegar a seis anos de cadeia. Ao lado do pai, é outro integrante do clã que precisa da vitória eleitoral de Flávio para obter anistia.

A PF investiga se o dinheiro foi mesmo destinado ao filme sobre Bolsonaro ou desviado para outras finalidades

Um filme sobre o capitão a retratá-lo como figura heroica viria bem a calhar à candidatura do senador. Esse é o objetivo de Dark Horse, “O Azarão” na tradução para o português. A película começou a ser gravada em outubro passado, mês seguinte ao áudio enviado por Flávio a Vorcaro. O roteiro é do ator Mario Frias, secretário de Cultura no governo Bolsonaro e hoje deputado pelo PL. Concentra-se no triunfo do capitão em 2018 e na facada em Juiz de Fora durante a campanha. O diretor é um estadunidense conhecido por engajar-se em enredos reacionários, no mais das vezes delirantes, Cyrus Nowrasteh. No papel de Bolsonaro, Jim Caviezel, protagonista de A Paixão de Cristo, de 2004. Nowrasteh e Caviezel estiveram no Brasil para filmagens no fim de 2025 e encontraram Flávio e Vorcaro na casa do banqueiro em Brasília, conforme as mensagens recém-reveladas. Em uma delas, o senador disse que, em caso de calote nos realizadores do filme, o esforço viraria um tiro no pé. “Fico preocupado aqui com o efeito ao contrário do que a gente sonhou pro filme, né? Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos lá no cinema americano e mundial… Pô, ia ser muito ruim.”

O financiamento de Vorcaro ao filme seria de 24 milhões de dólares, equivalente a 134 milhões de reais na época das negociações. O Intercept diz ter documentos e mensagens que comprovam que o acordo previa o repasse em 14 parcelas, das quais seis teriam sido pagas, um total de 10 milhões de dólares, ou cerca 60 milhões de reais. É bem acima do custo de filmes brasileiros recentes e premiados. Ainda Estou Aqui, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2025, custou 45 milhões de reais. O Agente Secreto, finalista no Oscar deste ano, saiu por 28 milhões.

Nogueira, que chegou a ser cotado para vice de Flávio, recebia um “mensalão” de Vorcaro – Imagem: Lula Marques/Agência Brasil

As primeiras imagens das gravações do filme sobre Bolsonaro vieram a público em dezembro passado, por meio de um colunista do mundo das celebridades, Léo Dias. Um sócio dele, Thiago Miranda, fez o meio de campo entre Flávio e Vorcaro para tratar do filme, conforme o próprio contou a O Globo. Segundo Miranda, não se tratava de patrocínio, mas de investimento, com expectativa de lucro para o banqueiro. O publicitário é investigado pela PF desde janeiro. No fim de 2025, ele participou da montagem, em nome do Master, de uma campanha anti-BC por meio de influenciadores digitais pagos.

A autoridade monetária havia proibido, em setembro, a compra de parte do Master pelo BRB, o banco estatal de Brasília, negócio arquitetado para encobrir as vigarices de Vorcaro. Dois meses depois, o BC liquidaria o Master. Na véspera da decisão, bombardeada pelos influencers contratados, Vorcaro havia sido preso pela PF pela primeira vez. Um dia antes, o senador havia enviado ao banqueiro a seguinte mensagem: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia-conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!” O tratamento de “irmão” era comum entre ambos, conforme as mensagens reveladas, encontradas pela PF em um dos celulares de Vorcaro apreendidos em uma das prisões preventivas.

Mendonça autorizou uma nova operação contra o Master. Romeu Zema, presidenciável, foi um dos primeiros a pular do barco bolsonarista – Imagem: Gil Leonardi/Agência Minas e Arquivo STF

Na manhã da quinta-feira 14, a PF prendeu preventivamente Henrique Vorcaro, pai de Daniel, com a autorização de André Mendonça, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal. Daí a afirmação de Pimenta de que a teia financeira por trás do filme sobre Bolsonaro era de conhecimento do magistrado. Henrique é acusado pela polícia de manter os pagamentos de uma turma barra-pesada após o alegado suicídio do chefe do grupo, em março. Essa turma fazia jogo sujo a favor do Master, em especial nas redes sociais. O alegado suicida, Luiz Phillipi Mourão, tinha o codinome de “Sicário”. Daniel Vorcaro negocia uma delação premiada, mas a proposta foi considerada de pouca serventia pelos agentes federais e pelo Ministério Público. Queria falar menos do que sabe. A prisão do pai pode dobrá-lo. Foi a ameaça de que a família seria atormentada por investigações que levou Mauro Cesar Barbosa Cid, chefe dos ajudantes de ordem da Presidência de Bolsonaro, a delatar a tentativa de golpe.

Vorcaro não falou nada sobre o filme na delação, nem sobre o senador Ciro Nogueira, ex-ministro de Bolsonaro e alvo da PF no caso Master uma semana antes de Henrique Vorcaro. À frente de um dos maiores partidos, o PP, e uma das alternativas de vice na chapa de Flávio, Nogueira é acusado pela PF de receber mesada do Master em troca de lobby no Congresso. Um dos serviços prestados ao banco foi em 2024, a tentativa de mudar a Constituição para quadruplicar o Fundo Garantidor de Crédito. O FGC reembolsa em até 250 mil reais correntistas e investidores de uma instituição financeira falida ou liquidada. Quanto maior o FGC, melhor seria para o Master, pois este poderia caçar mais clientes com o argumento de que seus títulos eram seguros. Nogueira mudou de advogado e adotou a linha de defesa de que é perseguido e de que Lula é quem deve ser cobrado pelas estripulias do Master.

Uma pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira 13 mostrou que, para 46% dos brasileiros, o escândalo atinge “todos eles”, ou seja, todos os poderes e os políticos. Para 11%, afeta mais o governo Lula e para 9%, mais o de Bolsonaro. Pesquisas encomendas pelo PT para entender como a população vê o caso já mostravam que não há clareza sobre os culpados, daí o assunto precisar ser disputado retoricamente, pois a oposição age para o eleitorado acreditar que se trata de obra de Lula. A análise foi apresentada a portas fechadas no Congresso do PT, no fim de abril, pelo marqueteiro Raul Rabello, preposto do ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, na pré-campanha à reeleição. Rabello expôs um vídeo concebido para emplacar a ideia de “BolsoMaster” e carimbar Flávio como o “filho mais corrupto do Bolsonaro”. Na cúpula petista, há quem prefira tratamento mais sóbrio. “A história real do Flávio é a corda que vai enforcar a candidatura dele. Não precisa de adjetivos”, diz um dirigente petista.

A primeira reação de Flávio foi negar a existência dos áudios. Mais tarde, ele foi obrigado a admitir as conversas

Em março, um ministro de Lula comentou com CartaCapital que só havia um modo de virar o jogo contra a oposição, após o ministro Alexandre de ­Moraes, do Supremo, ter sido envolvido no escândalo: descobrir algo contra Flávio. É o que acaba de acontecer. O PT e seus aliados de PCdoB, PSOL e Rede consideram “gravíssimas” as revelações sobre o pedido de dinheiro a Vorcaro e acionaram o Supremo, a PF e a Procuradoria. Requisitaram a abertura de um inquérito contra o senador, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e comunicacional e prisão. Os crimes potenciais seriam corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, entre outros.

No direitismo, também houve críticas ao senador. O deputado evangélico Otoni de Paula, do PSD, bolsonarista arrependido, comentou na Câmara: “Sou do Rio. Eu já sabia que isso iria estourar em algum momento, porque o senador Flávio é batedor de carteira”. Mais: “Sabe o que eles queriam fazer? Usar o filme do pai para lavar dinheiro. Usar o filme do pai para lavanderia”. Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato a presidente, classificou de “tapa na cara dos brasileiros de bem” os áudios. Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e também presidenciável, disse que o senador “precisa se explicar”.

A primeira reação de 01 ao ser questionado por uma jornalista do Intercept sobre o financiamento do dono do Master ao filme foi mentir. “Por que o filme do seu pai foi bancado pelo Vorcaro?”, perguntou-lhe a repórter na porta do Supremo. O senador riu e respondeu: “É mentira, de onde você tirou isso?” Chamou a autora da pergunta de “militante” e deixou o local, tudo registrado em vídeo. Naquele momento, os áudios camaradas com Vorcaro ainda não tinham sido divulgados.

Otoni de Paula: “Flávio é batedor de carteira”. E a PF prendeu Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, por financiar operações barra-pesada – Imagem: Kayo Magalhães/Agência Câmara e Redes Sociais

Após a reportagem ser publicada, na quarta-feira 13, o senador cancelou os compromissos do dia e uma viagem ao Rio, para reunir seu comitê de pré-campanha em Brasília. Deu o bolo, entre outros, no lançamento de um livro de um pré-candidato bolsonarista a senador pelo PL da Paraíba, o médico Marcelo Queiroga, ministro da Saúde durante a pandemia de Covid-19. Da reunião no QG participaram o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o secretário-geral do partido, senador Rogério Marinho, e a advogada Maria Claudia Bucchianeri, encarregada da área jurídica, além de estrategistas de marketing e assessores. Decidiu-se que Flávio admitiria os contatos com Vorcaro e o recebimento de verba, mas que negaria qualquer irregularidade. “O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público”, afirmou o senador em uma nota e um vídeo. “Não ofereci vantagens em troca.”

Em um comunicado, o PL defendeu o pré-candidato. Afirmou que as explicações “são claras e consistentes”. Dos EUA, Paulo Figueiredo, foragido da Justiça e parceiro de Eduardo Bolsonaro no complô contra o Brasil, divulgou no ex-Twitter uma nota atribuída à produtora do filme, a GOUP Entertainment. Segundo o texto, entre os financiadores da película “não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário”. Ao mesmo tempo, colaboradores do banqueiro fizeram chegar à mídia que Vorcaro teria injetado recursos em outros dois filmes sobre presidentes: o documentário Lula, do norte-americano Oliver Stone, lançado há dois anos, e 963 Dias, sobre Michel Temer, que estreará em breve.

Além da linha de defesa, “Flávio não fez nada de errado e Vorcaro financiou filme de todo mundo”, o bolsonarismo afirma agora apoiar a criação de uma CPI do Master. Deixar na gaveta a proposta de comissão parlamentar foi um acordo feito pelo PL com o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, em troca de duas derrotas impostas a Lula: a rejeição de Jorge Messias para o Supremo e a derrubado do veto presidencial à lei de redução de pena de golpistas. Moraes suspendeu a validade dessa lei até o STF julgar ações que a contestam. Bolsonaro pegou 27 anos de cadeia e poderia ter a pena diminuída a 19 anos, dos quais três em regime fechado.

Os advogados do ex-presidente pediram ao Supremo uma revisão criminal do processo, algo que, em tese, pode levar até à anulação da sentença. A revisão será relatada na Corte por um indicado de Bolsonaro, Kassio Nunes Marques, que também tem nas mãos um mandado de segurança que cobra do Congresso a instalação de uma CPI do Master. E que acaba de assumir o leme do Tribunal Superior Eleitoral. Ex-ministro da Comunicação Social do capitão, o advogado Fabio Wajngarten escreveu no ex-Twitter esperar “que o novo TSE, que tomou posse ontem, faça do episódio de hoje, um marco de transparência, equilíbrio e legalidade”. Por episódio referia-se às mensagens de Flávio e Vorcaro. A ver como Marques, bastante amigo do conterrâneo de Piauí Ciro Nogueira e pai de um advogado cujo escritório recebeu dinheiro de forma indireta do Master, vai se comportar. •

Publicado na edição n° 1413 de CartaCapital, em 20 de maio de 2026.

Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título ‘Bolsomaster’

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo