Política
Autorização para limpar sonda não é aval para perfurar a Foz do Amazonas, diz Marina
A pressão para que o Ibama conceda a licença de exploração na Margem Equatorial ganhou tração nesta semana
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), enfatizou que a autorização emitida pelo Ibama para a Petrobras limpar uma sonda não significa um aval à exploração de petróleo na Foz do Amazonas.
Marina reforçou que a autorização é rotineira e não influenciará o julgamento do pedido de licença para pesquisa e prospecção na região da Margem Equatorial.
“O tempo todo o Ibama recebe pedido para autorizar limpeza de sondas, de casco de navio com espécies exóticas, porque essas espécies exóticas criam um problema para a biodiversidade marinha brasileira”, afirmou, nesta quarta-feira 12, em uma coletiva em São Paulo.
Segundo ela, a solicitação de licença no caso da Margem Equatorial está sob análise do Ibama e terá uma resposta técnica. Trata-se, de acordo com Marina, de “um processo republicano”.
O Ibama também esclareceu que a operação de limpeza não guarda relação com a exploração de petróleo na Margem Equatorial. É uma operação de rotina no setor de petróleo quando há previsão de deslocamento de plataformas ou embarcações de regiões com ocorrência de coral-sol para outras sem registro, informou o instituto.
Ainda assim, a pressão para que o órgão ambiental conceda a licença para a exploração na Foz do Rio Amazonas continua.
O presidente Lula (PT) já se manifestou a favor da pesquisa em diversas oportunidades. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), comemorou a autorização para limpeza e a associou diretamente à chance de a Petrobras conseguir a licença ambiental para exploração.
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