Política
Associação de apoio a presos do 8 de Janeiro encerra programa de ajuda financeira
A decisão da Asfav, que cita ataques e calúnias, impacta golpistas que recebiam repasses mensais desde 2023
A Associação de Familiares e Vítimas de 8 de Janeiro (Asfav) anunciou, no domingo 18, que encerrará o trabalho de ajuda financeira-social aos presos pela destruição da Praça dos Três Poderes.
Segundo o grupo, a paralisação se dá por “sucessivos ataques, calúnias e acusações” de que os membros estariam se apropriando dos recursos financeiros doados para a instituição.
A Asfav comunicou o encerramento do auxílio com ‘muito pesar’, mas prometeu seguir oferecendo assessoria política e jurídica, bem como o atendimento voluntário de psicólogos.
Os pagamentos realizados pela associação seguirão até junho. Depois disso, a chave Pix, disponibilizada nas redes sociais do grupo, será descontinuada.
A entidade foi fundada em maio de 2023 pela advogada Gabriela Ritter e tem como objetivo dar apoio jurídico aos condenados pelo 8 de Janeiro. “Dentro do possível, continuaremos trabalhando de forma séria, transparente e honesta”, disse Ritter em live no domingo.
Em maio do ano passado, uma comitiva da Asfav formada pelos advogados Ezequiel Silveira, Carolina Siebra e Luciano Cunha foi até à Argentina para prestar auxílio aos brasileiros foragidos. Ao Intercept Brasil, contudo, a associação disse que “não realiza ajuda financeira a pessoas refugiadas em outros países ou com mandados de prisão, pois não somos idiotas”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


