Economia

As prioridades de Lula para a reunião ministerial desta terça

O presidente deve cobrar entregas e anunciar novo slogan em encontro com ministros

As prioridades de Lula para a reunião ministerial desta terça
As prioridades de Lula para a reunião ministerial desta terça
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O presidente Lula (PT) reúne nesta terça-feira 26 toda a Esplanada para o segundo encontro ministerial do ano. A prioridade será cobrar resultados concretos de políticas públicas e obras, além da apresentação de um novo slogan do governo, que substituirá o “União e Reconstrução”, adotado desde o início do mandato.

Cobrança por entregas

A um ano da campanha presidencial de 2026, Lula pretende reforçar com os ministros a necessidade de acelerar inaugurações e concluir projetos em andamento, especialmente do Novo PAC. O Palácio do Planalto teme que canteiros de obras paralisados virem munição para opositores.

Além das obras de infraestrutura, estarão na pauta medidas de impacto direto na população, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais, a criação do Vale Gás para famílias de baixa renda e a discussão de mudanças no modelo do Minha Casa, Minha Vida para a classe média.

Novo slogan

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, deve apresentar aos colegas a nova identidade da gestão. O mote valorizará o povo brasileiro e a soberania nacional, em linha com a guinada patriótica que o governo adotou nos últimos meses, sobretudo após os atritos com os Estados Unidos. O discurso busca associar programas e símbolos nacionais, como o Pix, à ideia de independência e orgulho nacional.

Ideia é destacar programas e produtos genuinamente brasileiros. Foto: Divulgação governo federal

Regulação das big techs e reação ao tarifaço

Outro eixo do encontro será o alinhamento do discurso sobre projetos de lei que regulam o setor digital. Lula deve orientar os ministros a defender publicamente propostas de regulação das redes sociais, antecipando resistências no Congresso e pressões do lobby das empresas de tecnologia.

Na frente econômica, o governo também discutirá a resposta ao tarifaço do presidente dos Estaos Unidos, Donald Trump, que atingiu exportações brasileiras e reacendeu o debate sobre a defesa da produção nacional.

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