Política
Armas em último caso: Lula assina decreto com regras para uso da força pelas polícias
Documento elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública enrijece uso das armas de fogo e cria novas diretrizes para a documentação do uso da violência em operações
O presidente Lula assinou o decreto elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública que regula o uso da força policial no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira 24.
O texto regula o uso de instrumentos categorizados como ‘de menor potencial ofensivo’ e estabelece novas diretrizes sobre o uso de armas de fogo. Agora, a arma de fogo deve ser o “último recurso e restrito aos profissionais habilitados para a sua utilização”.
O uso dos ditos ‘recursos de força’ também somente poderá ser empregado quando outros recursos de menor intensidade forem insuficientes para atingir os objetivos legais pretendidos. Há a previsão que sempre que o uso da força resultar em ferimento ou morte, a ocorrência deve ser detalhada nos termos elaborados pelo decreto. Para isso, o MJSP irá oferecer capacitações sobre o uso de força para profissionais de segurança pública.
O texto também regulamenta o uso de algemas, o planejamento de grandes operações e cria o Comitê Nacional de Monitoramento do Uso da Força, que produzirá informações sobre mortes causadas por policiais e agentes mortos em ofício. De forma independente, estados possuem mecanismos semelhantes, como a Secretária de Segurança Pública de São Paulo, que semestralmente produz dados sobre a ações e baixas policiais.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



