Política

Aprovação de Dilma sobe e vai a 54% em setembro

Pesquisa CNI/Ibope mostra alta de aprovação, confiança e avaliação do governo, mas índices continuam abaixo daqueles anteriores às manifestações de junho

Aprovação de Dilma sobe e vai a 54% em setembro
Aprovação de Dilma sobe e vai a 54% em setembro
Os índices de avaliação da presidenta Dilma Rousseff estão em alta após uma queda brusca provocada pelas manifestações de junho
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Depois de uma brusca queda de popularidade após as manifestações de junho, que tomaram o país inteiro, a aprovação e a confiança na presidenta Dilma Rousseff tiveram alta em setembro. Apesar da recuperação, os índices ainda estão distantes dos apresentados por Dilma antes das manifestações. As informações são de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria realizada pelo Ibope e divulgada nesta sexta-feira 27.

De acordo com os números do Ibope, uma maioria passou a aprovar o governo Dilma em setembro. São 54% agora, contra 45% que aprovavam seu governo em julho. Em levantamento apresentado em junho e realizado antes das manifestações, 71% aprovavam Dilma.

No quesito “confiança no governo”, o índice positivo de Dilma foi de 45% em julho para 52% em setembro (antes das manifestações eram 67% os que confiavam no governo).

Entre julho e setembro, também melhorou a avaliação do governo. Logo depois das manifestações, 31% dos entrevistados classificavam o governo como ótimo ou bom, mas agora são 37%. Antes das manifestações, 55% consideravam o governo bom ou ótimo. A porcentagem de pessoas que avaliavam o governo Dilma Rousseff como ruim ou péssimo foi de 31% em julho para 22%.

Efeitos das manifestações

A pesquisa mostra que os efeitos dos protestos de junho estão presentes na impressão que os brasileiros têm do governo. Nove áreas específicas foram avaliadas pela pesquisa CNI/Ibope e a única delas que tem mais de 50% de aprovação é o combate à fome e à pobreza, com 51% (número que pode estar abaixo dos 50% devido à margem de erro da pesquisa, de dois pontos para cima ou para baixo).

Nos outros oito itens pesquisados, os brasileiros desaprovam a forma do governo brasileiro atuar. As maiores reprovações estão nas áreas de saúde (77%), segurança (74%) e impostos (73%). Depois, aparecem taxa de juros (71%), combate à inflação (68%), combate ao desemprego (57%) e meio ambiente (52%).

Em todas essas oito áreas, o nível de desaprovação cresceu de forma significativa entre junho e setembro (em julho não estavam na pesquisa). A maior das altas se deu na questão da taxa de juros (17 pontos porcentuais), seguida por combate ao desemprego (12 pontos) e saúde (11 pontos)

A pesquisa foi feita entre 14 e 17 de setembro, com 2002 entrevistados, e a margem de erro é de dois pontos para cima ou para baixo.

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