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Após tarifaço e denúncias sobre ‘adultização’, Lula volta a defender regulamentação das big techs

O presidente brasileiro recebeu o equatoriano Daniel Noboa, em Brasília, e disse que redes sociais não podem ser ‘terras sem lei’

Após tarifaço e denúncias sobre ‘adultização’, Lula volta a defender regulamentação das big techs
Após tarifaço e denúncias sobre ‘adultização’, Lula volta a defender regulamentação das big techs
O presidente do Equador, Daniel Noboa, e o presidente Lula (PT), no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Lula (PT) afirmou nesta segunda-feira 18 que a regulamentação das plataformas digitais é um desafio central para os Estados, ao alertar que as sociedades permanecerão “sob constante ameaça” enquanto as big techs não forem responsabilizadas. A declaração foi feita durante a assinatura de termos bilaterais com o presidente do Equador, Daniel Noboa, no Palácio do Planalto, em Brasília.

“Não é possível que as redes sociais funcionem como terras sem lei, em que se pode atentar impunemente contra a democracia, incitar o ódio e a violência. Erradicar a exploração sexual de crianças e adolescentes é uma imposição moral e uma obrigação do poder público”, disse Lula, reforçando uma pauta que tem enfrentado resistência no Congresso, mas que ganhou força após casos recentes envolvendo abusos online.

O discurso também ocorre após Washington impor um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros e intensificar a pressão diplomática, incluindo a revogação de vistos de idealizadores do programa Mais Médicos. A pressão comercial, entre outros itens, foi justificada por decisões da Justiça brasileira contra redes sociais norte-americanas. 

O novo recado a Trump

Lula também aproveitou o encontro para criticar indiretamente a estratégia do presidente americano, Donald Trump, que classificou cartéis latino-americanos como organizações terroristas globais e ordenou que o Pentágono prepare ações militares contra eles.

“Não é preciso classificar as organizações criminosas como terroristas e nem violar a soberania alheia para combater o crime organizado”, afirmou o petista, defendendo soluções multilaterais e cooperação regional em lugar de medidas unilaterais e de caráter militar.

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