Política
Após recuo de Pacheco, PT abre conversas com MDB para palanque de Lula em Minas
Edinho Silva reuniu em Brasília com o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), que é pré-candidato a governador
O presidente do PT, Edinho Silva, deu início a uma rodada de conversas nesta quarta-feira 3 com o MDB sobre a disputa ao governo de Minas Gerais. A movimentação ocorre após a negativa do senador Rodrigo Pacheco (PSB), tido como o “plano A” da legenda, em concorrer ao Palácio Tiradentes.
Edinho reuniu em Brasília com o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), que é pré-candidato a governador, em almoço que também contou com a presença de Baleia Rossi, líder do diretório emedebista.
Aliados de ambos afirmam que a conversa foi positiva, mas inconclusiva. Uma ala do partido vê a possibilidade de composição com otimismo, enquanto outros correligionários pregam cautela na associação com o presidente Lula.
“Promovemos um bom diálogo”, escreveu Azevedo nas redes sociais sobre o encontro com o dirigente petista. “Não sobre conveniências pequenas. Não sobre a política transformada em entretenimento digital. Não sobre ruído de rede social. Conversamos sobretudo sobre os problemas que o povo mineiro enfrenta”.
Na mesma viagem à capital federal, o ex-vereador se reuniu com o senador Cleitinho (Republicanos-MG), que é visto como um possível candidato ao governo mineiro no campo da oposição. Além do PT, Azevedo tem recebido sinalizações positivas de partidos como o PCdoB e o PV para uma possível aliança neste pleito. Ele também boa interlocução com a presidente do diretório petista no estado, Leninha, e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, que é pré-candidata ao Senado.
Gabriel Azevedo foi vereador de Belo Horizonte por dois mandatos e ficou em quarto lugar na última eleição para prefeito da capital. Ele iniciou a carreira política na militância do PSDB, depois migrou ao nanico PHS, em seguida ao Patriota e por fim ao MDB, sigla pela qual foi candidato ao Executivo municipal.
Há resistências ao nome dele pelo histórico de críticas ao partido, mas dirigentes avaliam que é por cima “passar por cima” dessa mágoa.
Após a negativa de Pacheco, o PT passou a buscar outras opções para o palanque de Lula no estado, considerado estratégico para a eleição ao Palácio do Planalto. No último final de semana, o diretório mineiro aprovou uma resolução que trata da abertura imediata de um debate interno para avaliar a construção de uma candidatura própria ao comando do estado.
Em paralelo, dirigentes atuam para construir pontes com o PDT, que lançou na disputa o ex-prefeito de BH Alexandre Kalil. Ele se reuniu com Edinho no último final de semana.
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