Política

Após pressão do governo, Câmara adia votação do projeto das terras raras

O Brasil tem a segunda maior reserva conhecida dos minerais estratégicos — essenciais para a transição energética

Após pressão do governo, Câmara adia votação do projeto das terras raras
Após pressão do governo, Câmara adia votação do projeto das terras raras
Sessão da Câmara dos Deputados em 7 de abril de 2026. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
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A votação do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos na Câmara dos Deputados, prevista para acontecer nesta quarta-feira 22, foi adiada para maio. A informação é do relator do texto, o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).

O governo pressionou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para adiar a votação em meio a divergências sobre o conteúdo da proposta – a expectativa é que o parecer do relator seja apresentado em 4 de maio. O governo busca emplacar no debate a criação da Terrabras, uma empresa pública voltada à gestão e exploração de minerais estratégicos.

A proposta é vista por governistas como uma forma de garantir maior controle nacional sobre recursos considerados essenciais para o desenvolvimento tecnológico. O deputado Arnaldo Jardim, no entanto, já indicou que não pretende incluir a criação da estatal em seu parecer. A posição amplia o impasse em torno do projeto e reforça a necessidade de negociação antes que o texto avance no plenário.

Com a segunda maior reserva conhecida dos minerais estratégicos — essenciais para a transição energética — o Brasil se apresenta como um oásis ainda pouco explorado e é cobiçado pelos Estados Unidos como uma alternativa para diminuir a sua dependência da China.

Atualmente, a China concentra quase metade das reservas do planeta e domina mais de 90% do refino, etapa essencial para transformar um conjunto misturado de minérios em um produto utilizável pela indústria.

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