Política

Após encontrar Trump, Eduardo Bolsonaro nega dar coletiva em inglês

Segundo jornal ‘O Globo’, Eduardo não respondeu perguntas de repórteres estrangeiros e afirmou que preferia falar com a imprensa brasileira

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, reuniram-se com o presidente americano Donald Trump, nesta sexta-feira 30, em Washington, nos Estados Unidos. Segundo o jornal O Globo, após o encontro, Eduardo preferiu não responder a perguntas durante a coletiva em que houve perguntas em inglês.

De acordo com o veículo, Eduardo e Araújo participaram de duas conversas com jornalistas. A primeira teve a presença de repórteres estrangeiros. Cotado para a embaixada, Eduardo não respondeu a perguntas nesta coletiva e afirmou que preferia “falar com a [imprensa] brasileira, vocês são muito mais bonitos”. O parlamentar disse também que a candidatura dele ao cargo de embaixador depende dos senadores, “não depende da imprensa americana”.

Segundo Eduardo, a reunião com Trump teria como pautas as decisões tomadas pela cúpula do G7, possíveis acordos comerciais com os americanos e a preservação da Amazônia. No entanto, após o encontro, nenhuma novidade foi anunciada. À imprensa, o filho do presidente da República disse que o presidente dos Estados Unidos vai se opor a qualquer negociação sobre a Amazônia que não tenha a presença do Brasil.

“As relações nunca estiveram tão boas. O presidente Trump recebendo não só o ministro, mas também uma comitiva junto comigo, parlamentar, e outras pessoas do governo que não são do escalão presidencial. Isso aí demonstra para o mundo inteiro que, sim, o Brasil e os Estados Unidos estão aliados e, em que pese alguns líderes tentarem fazer qualquer tipo de negociação com a Amazônia sem a presença do Brasil, vão encontrar muitos problemas de tentar fazê-la porque os Estados Unidos vão se opor a isso”, declarou.

Na quinta-feira 29, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) havia anunciado que seu filho iria aos EUA para “agradecer” Trump.

“Eu quero agradecer publicamente aqui o senhor Donald Trump, a sua defesa do Brasil por ocasião do encontro do G7”, disse o presidente da República. “Nosso governo, como mudou a direção, nós vamos cada vez mais nos aproximar de países que servem de exemplo para nós, que têm os índices melhores, levando-se em conta grande parte do mundo. São esses exemplos que devemos procurar.”

Pelo Twitter, Trump havia elogiado os esforços do presidente Bolsonaro para conter as queimadas na Amazônia e declarou “apoio total” dos EUA. Entre as promessas de Trump para o Brasil, estão os benefícios na área de defesa em aliança preferencial fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o ingresso à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a celebração de um acordo de livre comércio.

Indicação à embaixada é rejeitada por 72%

Segundo pesquisa de opinião divulgada em 26 de agosto, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA, a indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada em Washington é rejeitada por 72% dos brasileiros.

A indicação de Eduardo ainda não foi formalizada pela presidência da República. Apesar de reprovada por maior parte da população, a nomeação tem o aval do presidente americano Donald Trump e ainda precisa passar por sabatina e votação pelos parlamentares do Senado Federal.

Diferente de todos os ocupantes do cargo deste a redemocratização, Eduardo não tem carreira diplomática e não se formou no Instituto Rio Branco. Segundo o presidente da República, seu filho tem como atribuições a fluência em inglês e espanhol, a experiência com intercâmbio nos Estados Unidos e a amizade com a família de Trump.

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