CartaExpressa
Após determinação do STF, Zema envia PM para desbloquear rodovias de MG
Apoiadores do presidente derrotado bloqueiam as estradas por não aceitarem o resultado das urnas
O governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) solicitou que a Polícia Militar ajude a desobstruir rodovias de Minas Gerais bloqueadas desde a madrugada do domingo 30, após a divulgação do resultado das eleições.
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) se mobilizaram para impedir o fluxo de algumas estradas em protesto contra a derrota, alegando fraude eleitoral e pedindo intervenção militar.
O governador, que apoiou o ex-capitão no segundo turno, reafirmou, nesta terça-feira 1, a necessidade de garantir o direito de locomoção dos cidadãos e impedir que haja desabastecimento de alimentos e produtos.
“Já solicitei às nossas forças de segurança que tomem as medidas necessárias para desobstruir qualquer via ou qualquer estrada que esteja interditada por manifestação. A eleição já acabou e agora nós temos que garantir o direito das pessoas de ir e vir e também que as mercadorias cheguem onde precisam para não haver desabastecimento. Vamos cumprir a lei”, disse Zema na manhã desta terça-feira.
A manifestação de Zema foi feita após o Supremo Tribunal Federal autorizar que as Polícias Militares identifiquem, multem e prendam os responsáveis pelos bloqueios.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Garcia diz que usará a polícia contra bloqueios e pede que Bolsonaro reconheça a derrota
Por CartaCapital
Moraes autoriza que PMs desbloqueiem rodovias e prendam responsáveis
Por CartaCapital


