Política

Após descoberta de “bunker” com 51 milhões, PF prende Geddel

Agentes cumprem mandado de prisão preventiva contra o ex-ministro após a maior apreensão de dinheiro em espécie da história do Brasil

Após descoberta de “bunker” com 51 milhões, PF prende Geddel
Após descoberta de “bunker” com 51 milhões, PF prende Geddel
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A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira 8 mandado de prisão preventiva contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima. O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), após mais de 51 milhões de reais terem sido encontrados em imóvel em Salvador que teria sido emprestado a ele – a maior apreensão de dinheiro em espécie da história do Brasil.

Sete agentes da PF chegaram em dois carros ao condomínio do ex-ministro por volta das 6 da manhã, deixando o prédio cerca de uma hora depois. Geddel saiu transportado no banco de trás de um dos automóveis, que seguiram rumo ao Aeroporto Luiz Eduardo Magalhães.

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Segundo a PF, esse dinheiro pode ser de Geddel Vieira Lima

O ex-ministro cumpria prisão domiciliar em Salvador desde julho. Ainda que a Justiça tenha determinado que ele usasse tornozeleira eletrônica, ele não o fazia, porque o governo da Bahia não teria o equipamento disponível.

Investigadores encontraram impressões digitais do ex-ministro no apartamento onde estavam os mais de 51 milhões de reais, depositados em malas e caixas. O dinheiro, atribuído a Geddel, foi encontrado na terça-feira, durante busca ordenada pelo juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília.

A operação foi batizada de Tesouro Perdido e é decorrente da Operação Cui Bono, que investiga fraudes na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013. Nesse período, Geddel ocupou a vice-presidência de Pessoa Jurídica da instituição. Geddel é acusado de receber 20 milhões de reais em esquema de propinas da Caixa.

Até novembro de 2016, Geddel era ministro da Secretaria de Governo de Temer, mas foi forçado a renunciar devido a fortes pressões decorrentes de suspeitas do crime de tráfico de influência. Ele foi acusado de pressionar autoridades para a liberação de uma obra embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Salvador.

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