Economia

Após críticas de Bolsonaro, Joaquim Levy pede demissão do BNDES

A saída de Levy é a primeira baixa na equipe econômica de Paulo Guedes

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A semana no governo de Jair Bolsonaro parece não ter fim. Dessa vez foi o pedido de demissão do presidente do BNDES, Joaquim Levy. Na manhã deste domingo 16, o economista enviou uma carta para o ministro da economia, Paulo Guedes, anunciando sua saída.

A saída de Levy se deu pelo fato de Bolsonaro ter criticado sua indicação de Marcos Barbosa Pinto para a diretoria de Mercado de Capitais do banco. O escolhido trabalhou no BNDES durante a gestão do governo do PT e foi um auxiliar na criação do ProUni, principal bandeira de Lula na educação.

No sábado, o presidente deu uma entrevista dizendo estar “por aqui” com Levy e afirmou que se ele não demitisse Barbosa, seria demitido. “O governo tem que ser assim. Quando coloca gente suspeita em cargos importantes, e essa pessoa não for leal aquilo que havia sido combinado e aquilo que ele sabe ao meu respeito, ele está com a cabeça à prêmio já faz um tempo”, disse Bolsonaro

Desde que Paulo Guedes indicou Levy para a presidência do BNDES, Bolsonaro havia sido contra. Isso porque o economista, formado na mesma universidade que Guedes, foi o ministro da economia do segundo governo Dilma. Ao aceitar a indicação, o presidente, na época ainda no governo em transição, disse acreditar em seu  “posto Ipiranga”.

A saída de Levy é a primeira baixa na equipe econômica de Paulo Guedes, o que aumenta a crise interna no governo e pode respingar na aprovação da reforma da Previdência. Em sua carta enviada a Guedes, Levy agradece a oportunidade e deseja sorte para a aprovação das reformas.

Alexandre Putti

Alexandre Putti
Repórter do site de CartaCapital

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