Política
Após adiamento, Alckmin diz que acordo Mercosul–UE está bem encaminhado
O texto era para ter sido assinado no dia 20 de dezembro, mas a resistência da Itália e da França fizeram o bloco europeu recuar
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta terça-feira 6 que o Brasil está otimista com acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o acerto está “bem encaminhado”.
“[O acordo] é muito importante para Mercosul, União Europeia e comércio global (…) No momento de guerras, conflitos, geopolítica instável e protecionismo, será o maior acordo do mundo”, disse durante a apresentação dos dados da balança comercial de 2025.
O texto era para ter sido assinado no dia 20 de dezembro, durante a 67ª Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul que foi realizado em Foz do Iguaçu (PR). A resistência da Itália e da França fizeram o bloco europeu recuar e pedir o adiamento.
Era necessário que os países-membros da UE validassem o texto por maioria qualificada (15 países que representem 65% da população), mas esse quórum não foi alcançado. O texto está em negociação há 25 anos e criaria a maior zona de livre comércio do mundo.
Ainda segundo o vice-presidente, o Mercosul também está negociando um acordo com os Emirados Árabes Unidos e em um aumento das preferências tarifárias com Índia, México e Canadá.
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