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Apesar de otimismo do governo, desemprego bate novo recorde

Política

Enquanto Henrique Meirelles afirma que o Brasil já “mostra sinais de crescimento” ao apontar melhora nos indicadores de venda de papelão, ondulado e consumo de energia, o índice mais relevante para os trabalhadores não mostra sinais de recuperação.

Entre dezembro e fevereiro, o desemprego atingiu 13,2%, segundo informou o IBGE nesta sexta-feira 31.

Trata-se de um novo recorde desde que o instituto passou a adotar a Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílio (Pnad), iniciada em 2012. Pela primeira vez, o número de desempregados ultrapassou os 13 milhões. São estimados 13,5 milhões de brasileiros à procura de emprego.

Na comparação com o período entre setembro e novembro de 2016, houve uma alta de 1,4 milhão de desempregados. Naquele trimestre, a taxa ficou em 11,9%.

O desemprego aumentou também na comparação anual. Entre dezembro e fevereiro de 2016, a taxa ficou em 10,2%. Em apenas um ano, o número de brasileiros à procura de emprego aumentou 3,2 milhões.

Coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azevedo afirmou que o cenário é desfavorável, mas ponderou que a desocupação sobe em ritmo menor do que o do ano passado. Segundo o instituto, o crescimento da população desocupada foi de 30,6% no trimestre encerrado. No mesmo período de 2016, a alta foi de 40,1%.

Segundo Azeredo, o aumento da taxa de desemprego é normal no primeiro trimestre, refletindo a dispensa de trabalhadores temporários contratados no fim do ano.

Um dos setores que mais agoniza é a indústria. O número de empregados caiu de 13 milhões para 11,3 milhões entre dezembro e fevereiro de 2014 e o mesmo período deste ano. A construção civil, que se mantinha estável por causa de obras para grandes eventos como as Olimpíadas, atingiu o menor patamar da série histórica, com 6,9 milhões de empregados, 1,1 milhão a menos do que no primeiro trimestre de 2014.

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