Política

Ao lado de Lula, Padilha chama Flávio de “poderoso chefão” dos hospitais do RJ

Ministro da Saúde afirmou que, durante a gestão de Jair Bolsonaro, Flávio ‘permitiu’ que hospitais federais fossem comandados por milícias no Rio

Ao lado de Lula, Padilha chama Flávio de “poderoso chefão” dos hospitais do RJ
Ao lado de Lula, Padilha chama Flávio de “poderoso chefão” dos hospitais do RJ
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de “Bolsonarinho”, de permitir que hospitais públicos e institutos federais de saúde fossem entregues ao controle de milícias quando seu pai, Jair Bolsonaro, era presidente. 

“O ‘poderoso chefão’, que é o Bolsonarinho, permitiu que aqueles hospitais estivessem entregues para a milícia (…) Tinha um verdadeiro poderoso chefão dos hospitais federais do Rio durante o governo anterior, que comandava tudo: quem era indicado, quem era o diretor, quem fechava o contrato”.

Padilha prosseguiu. “No [hospital] Cardoso Fontes, é importante a imprensa saber, quando o Ministério da Saúde entrou lá, ouvia dos enfermeiros, dos médicos, que eles eram obrigados a pagar pedágio para usar o estacionamento. Estava entregue para a milícia”, completou. 

A declaração do ministro ocorreu durante a cerimônia de inauguração das novas instalações da sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do lançamento do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias. O evento contou com a presença do presidente Lula, do governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, e de parlamentares e autoridades. 

O ministro Alexandre Padilha posa para fotos em um ônibus de saúde durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz). Foto: Daniel Ramalho / AFP

Padilha também afirmou que  Flávio foi responsável pelo fechamento de UTIs durante a pandemia.

A reportagem da Carta Capital entrou em contato com a assessoria de imprensa do senador por e-mail e telefone, mas não recebeu uma resposta até o fechamento da matéria. O espaço está aberto para manifestações.

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