Mundo
Antes mesmo de assumir, Lula é convidado para Cúpula do Clima
O presidente eleito ainda não informou se irá aceitar o convite; Marina Silva, sua aliada, garante que o petista enviará, pelo menos, representantes ao evento
O presidente eleito Lula (PT) recebeu, na segunda-feira 31, um convite para representar o Brasil na COP-27, tradicional Cúpula do Clima, que será realizada em novembro, no Egito. O convite foi feito pelo país anfitrião do evento, que também parabenizou o político pela eleição de domingo 30 . A informação é do jornalista Jamil Chade, do site UOL.
Apesar do convite, ainda não está claro se Lula irá comparecer. Sua equipe antecipou, no entanto, que a emergência climática deverá pautar a agenda internacional do presidente eleito. Há ainda, segundo Chade, a possibilidade de que, na gestão Lula, o Brasil seja sede de uma conferência internacional sobre o clima.
A deputada Marina Silva, aliada do presidente e que encabeçou as principais propostas sobre o clima no plano de governo petista, garantiu que Lula enviará pelo menos representantes para a COP-27, mesmo que essa delegação não seja oficial. A informação consta em uma entrevista dada pela parlamentar à agência de notícias internacionais Reuters.
Segundo disse, Lula pretende levar para a COP-27 uma proposta de revisão das metas nacionais de emissão de gases do efeito estufa. A ideia, de acordo com Marina, seria tornar os objetivos brasileiros ainda mais ambiciosos.
Celso Amorim, ex-chanceler de Lula e seu conselheiro pessoal nas questões internacionais, também sinalizou positivamente para a possibilidade do presidente eleito estar no evento. “Ele está interessado em ir e recebeu um convite de governadores. Agora precisamos ver as datas exatas e se funcionará ou não”, explicou.
Caso aceite o convite, Lula e sua delegação reforçarão o isolamento internacional de Jair Bolsonaro, que irá mandar representantes, mas provavelmente não estará na COP-27, assim como não esteve na cúpula anterior, realizada em Glasgow, na Escócia. Ele foi um dos poucos líderes mundiais a não comparecer pessoalmente ao encontro.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



