Política
Andrea Matarazzo é indiciado por corrupção, diz jornal
Vereador do PSDB teria recebido propina da empresa francesa Alstom, segundo inquérito enviado pela PF ao Ministério Público
O vereador Andrea Matarazzo (PSDB), ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso e um dos líderes da oposição na Câmara Municipal de São Paulo, foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de corrupção passiva no que ficou conhecido como Caso Alstom. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.
De acordo com a Folha, a Polícia Federal encerrou em agosto de 2012 uma investigação feita com base em documentos do Ministério Público da Suíça a respeito das negociações da empresa francesa com o governo de São Paulo entre 1995 e 2003. Segundo a PF, afirma o jornal, uma troca de mensagens de 1997 mostra executivos da Alstom discutindo o pagamento de vantagens ao PSDB, à Secretaria de Energia e ao Tribunal de Contas.
O nome de Matarazzo não aparece como destinatário dos pagamentos, diz o jornal, mas a PF entendeu que ele foi um dos beneficiados porque foi secretário em 1998, ano em que um dos contratos com a empresa francesa foi assinado. De acordo com a Folha, este inquérito está com o Ministério Público Federal, que não se pronuncia sobre o tema pois está em vigor um segredo de justiça.
A CartaCapital, a Polícia Federal informou que há um segundo inquérito sobre possíveis crimes relacionados a obras ou serviços executados no metrô de São Paulo. As investigações ainda estão em andamento e também correm sob segredo de justiça.
Além de secretário estadual de Energia do governo Mario Covas (PSDB), Matarazzo presidiu a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) entre 1995 a 1998. Depois, deixou o governo estadual para ser ministro-chefe da Secretaria de Comunicação de Governo de FHC e embaixador do Brasil na Itália.
Em nota publicada em seu site oficial nesta terça-feira, Matarazzo afirma que não discutiu nem assinou “qualquer contrato ou aditivo que tenha sido ou esteja sendo investigado”. Segundo o vereador tucano, ele nunca teve “conhecimento nem sequer houve qualquer discussão em reunião do Conselho dessas empresas [de energia] sobre o referido aditivo de contrato durante aquele período”. Ainda segundo Matarazzo, “as atas das reuniões podem comprovar” que “o contrato original é de governos anteriores”.
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