Política
Alerj define seu novo presidente nesta quinta e vencedor assume interinamente o governo do RJ
Deputados se reúnem após a cassação definitiva de Rodrigo Bacellar. O governo fluminense está interinamente nas mãos do presidente do Tribunal de Justiça
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro se reúne na tarde desta quinta-feira 25 para eleger seu novo presidente. A votação acontece após a cassação definitiva de Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Casa. Quem vencer a disputa entre os deputados assume, também, o cargo de governador do Rio de Janeiro, de forma interina.
A votação ocorre em sessão marcada para começar às 14h15. A eleição do novo chefe da Assembleia foi determinada por seu presidente em exercício, Guilherme Delaroli (PL). As candidaturas não foram formalizadas. Segundo o site G1, devem concorrer os deputados Douglas Ruas (PL) e Rosenverg Reis (MDB).
A eleição para presidente da Alerj ganhou contornos mais relevantes diante da ausência de governador e vice no Rio de Janeiro depois da renúncia de Cláudio Castro (PL), anunciada nesta semana. O vice eleito na chapa de Castro, Thiago Pampolha (atualmente sem partido), renunciou em 2025 para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado. A situação de dupla vacância fará com que o presidente eleito da Alerj assuma também o governo estadual de maneira interina.
O novo interino deverá, em até 30 dias, convocar eleição para governador, que assumirá um mandato-tampão até o início de janeiro. Em outubro, a população fluminense volta às urnas para eleger o governador que comandará o estado por quatro anos.
A legislação prevê que na ausência de governador e vice, quem comanda o estado é o chefe da Assembleia Legislativa. Como Bacellar estava afastado, o governo estadual foi para o próximo nome na linha sucessória: Ricardo Couto, desembargador presidente do Tribunal de Justiça do Rio do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
Castro inelegível; Bacellar cassado
Apesar de Castro ter anunciado que deixaria o cargo para concorrer a uma vaga ao Senado, seus planos foram frustrados por uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral que o declarou inelegível por abuso de poder, após investigação sobre a contratação de funcionários por órgãos públicos do Rio de Janeiro que agiram como cabos eleitorais em 2022.
Envolvido no mesmo processo, Bacellar foi cassado pelo TSE. Ele já estava afastado do mandato por outro motivo: foi acusado de ter vazado dados sobre operações policiais para integrantes de organizações criminosos. O agora ex-deputado chegou a ser preso, mas foi solto e é monitorado por tornozeleira eletrônica.
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