Política

Alcolumbre lê requerimento e Congresso dá o 1º passo para criar a CPMI do INSS

A oposição bolsonarista aposta em desgaste do governo com a investigação

Alcolumbre lê requerimento e Congresso dá o 1º passo para criar a CPMI do INSS
Alcolumbre lê requerimento e Congresso dá o 1º passo para criar a CPMI do INSS
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) comanda a 13ª sessão conjunta do Congresso Nacional. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), leu nesta terça-feira 17 o requerimento que dá início ao processo de criação da CPMI destinada a investigar fraudes bilionárias em benefícios pagos pelo INSS.

A leitura, realizada em sessão conjunta da Câmara e do Senado, representa o primeiro passo formal, mas ainda não implica na instalação imediata da comissão. Agora, os líderes partidários devem indicar os congressistas que integrarão o colegiado. Somente após a nomeação dos membros e a primeira reunião, com eleição de presidente e relator, a CPMI será oficialmente instalada e poderá começar os trabalhos.

A comissão foi motivada por denúncias de descontos indevidos em aposentadorias e pensões, prática que se intensificou a partir de 2019. Nos bastidores, o senador Omar Aziz (PSD-AM) é cotado para presidir o colegiado, enquanto a relatoria deve ficar com um parlamentar do PL de Jair Bolsonaro, como Coronel Crisóstomo (RO) ou Coronel Fernanda (MT).

O caso deve aprofundar a disputa entre governo e oposição. O Palácio do Planalto aposta que a CPMI poderá evidenciar que o esquema se estruturou durante a gestão Bolsonaro, enquanto a oposição tenta desgastar Lula, cobrando ações de fiscalização e responsabilização.

Para tentar conter o impacto político, o governo pretende escalar senadores experientes em comissões de inquérito, como Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Fabiano Contarato (PT-ES).

A leitura do requerimento ocorre em um contexto sensível para o Executivo, que enfrenta votações difíceis nesta terça-feira para manter vetos presidenciais no Congresso. A expectativa é que a CPMI se torne, nos próximos meses, mais um fator de tensão nas relações entre os Poderes.

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