Política

Adriano da Nóbrega era peça-chave para solucionar caso Marielle, diz PSOL

Partido diz que irá pedir mais explicações sobre operação. Polícia apreendeu 13 celulares e armas no esconderijo do miliciano

Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) expressou que “exige esclarecimentos” sobre a morte de Adriano da Nóbrega, ex-policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope) que morreu neste domingo 9 após uma ação policial em Esplanada, na Bahia.

Nóbrega é conhecido por ser suspeito de envolvimento com a milícia do “Escritório do Crime”, no Rio de Janeiro, e foi apontado pela Polícia Civil carioca como um dos suspeitos de ter participado do assassinato da vereadora do PSOL Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, na noite do dia 14 de março de 2018.

Os motivos do assassinato não foram esclarecidos até hoje pela Polícia, apesar da prisão de dois outros suspeitos principais, os também ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz.

Adriano da Nóbrega estava foragido quando foi encontrado em seu esconderijo na manhã deste domingo. De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), ele reagiu com tiros à presença dos policiais e acabou sendo ferido. O miliciano chegou a ser encaminhado para um hospital, mas não resistiu.

De acordo com nota divulgada, estavam presentes equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Litoral Norte, do Grupamento Aéreo (Graer) e da Superintendência de Inteligência (SI) da Secretaria da Segurança Pública.

A SSP informou que foram encontrados treze celulares e mais uma pistola, um revólver e duas espingardas no local em que Nóbrega estava escondido.

Celulares, armas e identificação com brasão do Bope encontrados com Adriano da Nóbrega, ex-policial e miliciano foragido. (Foto: Secretaria de Segurança Pública da Bahia)

“O caso que terminou com a morte em confronto do ex-policial militar do Rio de Janeiro e foragido da Justiça foi registrado no Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) da Bahia”, acrescentou o órgão. “Toda formalização da ocorrência foi repassada para equipe do RJ que deu apoio com informações e investigava Adriano”, finalizaram.

No Rio de Janeiro, Adriano também estava envolvido em uma investigação do Ministério Público Estadual sobre a prática de “rachadinha” no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República. As práticas seriam comuns quando o senador ainda era deputado estadual do Rio.

 

Adriano tinha familiares locados no gabinete de Flávio e chegou a ser condecorado pelo “recruta 01” com uma Medalha Tiradentes, a maior honraria da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

O PSOL informou que irá solicitar uma audiência com a  da Bahia para obter mais informações sobre a operação, assim como colocar sob avaliação “medidas que envolvam autoridades nacionais”. Na visão do partido, tal atitude é necessária “uma vez que Adriano da Nóbrega era peça chave para revelar os mandantes do assassinato de Marielle e Anderson. Seguimos exigindo respostas e transparência para pôr fim à impunidade”, encerra a nota.

Giovanna Galvani

Giovanna Galvani É repórter do site de CartaCapital.

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