Política

Acampamento indígena no DF terá segurança reforçada durante ato de bolsonaristas

Acampados há 15 dias, povos indígenas do País inteiro aguardam o julgamento da tese de ‘marco temporal’ das demarcações pelo STF

Indígenas protestam em frente ao Palácio do Planalto. Foto: Sergio Lima / AFP
Indígenas protestam em frente ao Palácio do Planalto. Foto: Sergio Lima / AFP
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A agitação que envolve a organização da manifestação bolsonarista para o feriado da independência, nesta terça-feira 7, em Brasília, levou a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) a organizar um esquema de segurança extraordinário. Diante da possibilidade de confrontos, a corporação planeja reforçar a segurança do “Acampamento Luta Pela Vida”, que concentra milhares de indígenas próximos à Esplanada dos Ministérios, para evitar que manifestantes acessem a área.

 

Acampados há 15 dias, povos indígenas do País inteiro aguardam o julgamento da tese de “marco temporal” das demarcações pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Antes de testemunharem o resultado da votação e retornarem às suas casas, os indígenas estarão no centro das manifestações do 7 de setembro. O acampamento está localizado no setor cultural do plano piloto a poucos quilômetros de distância da Esplanada dos Ministérios, onde os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro devem se organizar.

Bolsonaro é a favor da fixação da tese de marco temporal, que prevê a data da promulgação da Constituição de 1988 como data limite para que indígenas reivindiquem posse sobre as terras tradicionalmente ocupadas. A tese é rechaçada por povos originários. A possibilidade de o encontro entre manifestantes e indígenas descambar para confrontos não é descartada, por isso as medidas são articuladas.

Segundo a PMDF, todo o efetivo disponível estará empenhado na Esplanada dos Ministérios e nas imediações. O acampamento Luta Pela Vida é patrulhado desde o início pelas forças policiais e terá reforço de segurança. Os indígenas estão localizados próximos à Torre de TV de Brasília, local escolhido pela oposição para realizar um ato neste 7 de setembro.

Além do contingente reforçado, os policiais farão uso de detectores de metal em linhas de revista pessoal para evitar que manifestantes armados tenham acesso ao à Esplanada. No dia 23 de agosto, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), alertou 24 governadores sobre a possibilidade de policiais militares irem com armas às ruas para atentar contra a democracia. Tropas especiais da PMDF estão escaladas para proteger a área e, caso seja necessário, devem reprimir ataques.

No rol das medidas de segurança, barreiras físicas serão instaladas para coibir tumulto, assim como será proibido acessar a área da manifestação com hastes de bandeiras, garrafas de vidro, bebidas alcoólicas e objetos pontiagudos.

A Secretaria de Segurança Pública do DF restringiu no domingo, 5 a circulação nas principais vias da cidade para reforçar a estratégia de segurança. As vias N1 e S1 – principal acesso à Praça dos Três Poderes – será paralisado a partir das 00h de terça. De acordo com a PMDF, haverá 12 pontos de contenção espalhados pela Esplanada, além de outros efetivos posicionados em vias de acesso.

Estadão Conteúdo

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