Política

A mudança na federação União-PP após a desistência de Ratinho Junior

Ronaldo Caiado deve ser candidato pelo PSD e busca vice do PP para montar ‘chapa puro sangue’ do Centrão

A mudança na federação União-PP após a desistência de Ratinho Junior
A mudança na federação União-PP após a desistência de Ratinho Junior
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Foto: Governo do Estado de Goiás
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A desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), de concorrer à Presidência da República deixou muitos políticos satisfeitos, a exemplo do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que enxerga a oportunidade de atingir um objetivo de longa data: a aliança com o Centrão em torno de sua candidatura.

Enquanto era filiado ao União Brasil, Caiado não tinha chances ou apoio para ser candidato ao Palácio do Planalto pela federação União Progressista, mas agora tem o aval de Gilberto Kassab para concorrer. Os dois se reúnem nesta terça-feira 24, em São Paulo, para discutir o anúncio da pré-candidatura.

Depois que Ratinho Jr. anunciou o recuo, na tarde da segunda-feira 23, Kassab conversou com Ciro Nogueira e Antônio Rueda, respectivamente os presidentes do PP e do União Brasil, para tentar uma aliança. Os partidos – até então decididos pela “neutralidade” no pleito presidencial – entrariam de cabeça na candidatura de Caiado, oferecendo o candidato a vice.

A escolha de Kassab, Nogueira e Rueda é a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra de Jair Bolsonaro (PL) e principal alvo de candidaturas da direita e da extrema-direita para o papel de vice — inclusive de Flávio Bolsonaro (PL).

O que pesa contra a União Progressista-PSD e a chapa Caiado-Cristina é a fragmentação dos três partidos. As siglas não têm coesão nacional por uma candidatura própria, e muitos correligionários já demonstraram claro alinhamento à reeleição do presidente Lula (PT), sobretudo na Bahia, no Piauí e no Ceará.

Petistas querem Caiado

Na avaliação de parte do PT, Caiado é o candidato ideal da “terceira via” em uma disputa protagonizada por Lula e Flávio Bolsonaro. Isso porque, conforme a análise interna, o governador de Goiás disputa os votos em primeiro turno com o candidato bolsonarista e não com Lula – o que seria, em tese, o contrário caso o candidato fosse Eduardo Leite (PSD).

Os petistas, no entanto, têm em mente que, em um segundo turno entre o presidente e Flávio, Caiado obviamente iria com o PL. Também há, porém, a percepção de que Kassab pode virar o partido para uma neutralidade ou mesmo um apoio a Lula. Considerado pragmático, Kassab saberia visualizar o cenário como um todo antes de assumir uma posição na segunda parte da disputa.

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