Política

A condição para Carlos Portinho ser candidato do PL ao Senado pelo Rio

Flávio Bolsonaro escolheu o atual senador para disputar a reeleição, mas quer a mãe, Rogéria Bolsonaro, na composição

A condição para Carlos Portinho ser candidato do PL ao Senado pelo Rio
A condição para Carlos Portinho ser candidato do PL ao Senado pelo Rio
Os senadores Flávio Bolsonaro e Carlos Portinho, ambos do PL do Rio. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
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Eleições 2026

O senador Carlos Portinho foi escolhido por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para disputar uma vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições deste ano. A definição, no entanto, veio acompanhada da condição pela presença de Rogéria Bolsonaro, mãe do presidenciável, na composição da chapa.

O formato ainda não está definido. O PL deverá discutir se Rogéria será suplente de Portinho ou se concorrerá, ela própria, à segunda vaga ao Senado pelo Rio. A decisão terá impacto direto na reorganização do palanque bolsonarista no estado, abalado nos últimos meses por uma sequência de operações da Polícia Federal contra aliados e nomes que integravam os planos do grupo.

Portinho já ocupa uma cadeira no Senado. Eleito primeiro suplente de Arolde de Oliveira em 2018, assumiu definitivamente o mandato após a morte do titular, em 2020, e chegou à liderança do PL na Casa. Apesar disso, vinha sendo preterido nas articulações iniciais para as eleições de 2026.

A preferência para uma das vagas ao Senado era do então governador Cláudio Castro. O cenário mudou depois que Castro, declarado inelegível no caso da Ceperj e alvo de operações da Polícia Federal, desistiu da disputa. A saída do ex-governador reabriu espaço para Portinho, que também disputava a indicação com o deputado federal Carlos Jordy.

A escolha do atual senador ganhou força com o apoio de prefeitos e dirigentes do partido. Portinho é considerado por aliados um nome com capacidade de buscar votos para além do eleitorado mais identificado com o bolsonarismo. A definição também encerra um período de incerteza dentro do PL sobre quem ocuparia a vaga deixada por Castro.

Rogéria Bolsonaro, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo. Foto: Reprodução

A outra cadeira em disputa permanece cercada de dúvidas. O ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil) era o pré-candidato apoiado por Flávio Bolsonaro e tinha Rogéria como nome previsto para a primeira suplência. A composição havia sido articulada no início do ano.

O projeto entrou em xeque depois que Canella foi alvo da sexta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis que, segundo um relatório do Coaf citado pela PF, movimentou 7,6 bilhões de reais em seis anos. A operação provocou uma reavaliação da chapa e ampliou a pressão para que o bolsonarismo buscasse alternativas para a disputa. 

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