Política

A articulação petista para afastar o presidente da CPMI do INSS

O pedido de deputados do PT se dirige ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP)

A articulação petista para afastar o presidente da CPMI do INSS
A articulação petista para afastar o presidente da CPMI do INSS
O senador Carlos Viana (Podemos-MG). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
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Deputados petistas enviaram nesta terça-feira 24 ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), um pedido para afastar o senador Carlos Viana (Podemos-MG) da presidência da CPMI do INSS.

Assinam a ação Pedro Uczai (SC), Rogério Correia MG), Alencar Santana (SP) e Lindbergh Farias (RJ). Segundo eles, Viana “perdeu as condições políticas e legais de continuar à frente dos trabalhos de investigação da comissão”.

O documento menciona a decisão em que o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino manda Viana se pronunciar sobre supostas irregularidades no envio de 3,6 milhões de reais por meio das chamadas emendas Pix à Fundação Oasis, apontada como um braço social da Igreja Batista da Lagoinha, do pastor André Valadão.

A Lagoinha e suas entidades coligadas, segundo deputados que acionaram o STF, figuram como objeto de investigações conduzidas pela CPMI presidida por Viana e das apurações ligadas à Operação Compliance Zero, sobre o caso do Banco Master.

Os petistas ainda afirmaram a Alcolumbre que Viana cometeu um erro na contagem dos votos que resultaram na aprovação da quebra de sigilos do empresário Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT) — decisão posteriormente anulada por Dino.

“A suspeição não se projeta apenas em tese sobre atos futuros, mas já incide concretamente sobre a forma de condução dos trabalhos, reforçando a perda de confiança na lisura, na imparcialidade e na legitimidade da presidência da comissão”, argumentam os deputados.

Na segunda-feira 23, o ministro do STF André Mendonça determinou a prorrogação da CPMI do INSS, a partir de um mandado de segurança protocolado por Viana. O plenário da Corte decidirá nesta quinta-feira 26 se confirma ou reverte a liminar.

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