Política

100 dias para a eleição presidencial: o que diziam as pesquisas a esta altura em 2022

Cresce o interesse pelos levantamentos de intenção de voto, mas permanece a dificuldade de projetar com antecedência o desfecho nas urnas

100 dias para a eleição presidencial: o que diziam as pesquisas a esta altura em 2022
100 dias para a eleição presidencial: o que diziam as pesquisas a esta altura em 2022
Lula e Jair Bolsonaro. Fotos: Ricardo Stuckert e Evaristo Sá/AFP
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Eleições 2026

O Brasil está a 100 dias do primeiro turno de sua próxima eleição para a Presidência da República, marcado para 4 de outubro. Com a proximidade do pleito e um interesse crescente pelas pesquisas de intenção de voto, eleitores buscam projetar o resultado das urnas com antecedência, mas não se trata de uma ciência exata.

No primeiro turno de 2022, Lula (PT) obteve 48,43% dos votos, enquanto o segundo colocado, o então presidente Jair Bolsonaro (PL), amealhou 43,2%. O segundo turno foi o mais acirrado da história brasileira, com vitória do petista por 50,9% a 49,1%.

Em junho daquele ano, os levantamentos indicavam um cenário sensivelmente distinto. Uma rodada publicada pelo Datafolha no dia 23 mostrava Lula com 47% da preferência no primeiro turno, ante 28% de Bolsonaro. No segundo turno, o então candidato do PT liderava por 23 pontos: 57% a 34%.

Poucos dias depois, em 6 de julho de 2022, a Quaest apresentava Lula com 45% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Bolsonaro. Também indicava no segundo turno uma vitória do petista por 19 pontos: 53% a 34%.

No mesmo dia, o Paraná Pesquisas tinha Lula com 41,1% dos votos no primeiro turno, enquanto Bolsonaro marcava 35,1% — uma diferença mais condizente com os números nas urnas. Já na projeção de segundo turno, o então postulante do PT ia a 48%, contra 39,3% do ex-capitão.

E em 2026?

Pelo menos quatro institutos divulgaram novas pesquisas de intenção de voto para a Presidência desde a semana passada. Em todas elas, Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro (PL) na projeção de um eventual segundo turno.

Em 15 de junho, um levantamento Nexus/BTG mostrou o presidente com 49% da preferência, ante 43% do senador. Brancos e nulos chegavam a 8%, e 1% não sabia ou não respondeu. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Um dia depois, uma sondagem CNT/MDA apontou uma vantagem mais confortável para Lula sobre Flávio: 49,3% a 36,8%, com 11,2% de brancos/nulos e 2,7% de indecisos. A margem de erro é de 2,2 pontos.

No Datafolha publicado em 20 de junho, o petista apareceu com 49%, enquanto o filho de Jair Bolsonaro marcou 43%. Brancos e nulos atingiram 8%, e 1% não sabia ou não respondeu. A margem de erro é de dois pontos.

Por fim, a nova rodada PoderData/Aya, divulgada na última quinta-feira 25, tem Lula três pontos à frente de Flávio, 46% a 43%. Há empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Brancos e nulos chegavam a 8%, e 3% não sabiam.

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