Pílulas Opinativas: Um bom serviço para o agronegócio brasileiro

Prezada senadora Kátia, quer redenção total? Dê um trato no pífio ministro do Meio Ambiente

(Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

(Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

Opinião

Eparema® e Própolis. 

Entre más e boas ações, a senadora Kátia Abreu (TO – Progressistas) iniciou na política em 1998 e desde então vivenciou tal equilíbrio. 

Empresária, pecuarista, mas sobretudo ruralista, muito nos ofereceu de remédio amargo para aliviar problemas de má digestão e distúrbios do fígado e das vias biliares. Em priscas eras, lembro-me, usava-se em forma líquida (argh!), hoje em dia, também em mais amenos flaconetes ou comprimidos.

Da eficácia do medicamento, por falta de uso, nada posso falar, mas da senadora, enquanto presidiu a bancada ruralista no Congresso Nacional e a CNA, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (2008-2011), trouxe efeitos colaterais que em muito afetaram digestão, fígado e vias biliares de quem se preocupa com a preservação ambiental.

Não à toa, ambientalistas a intitularam “Rainha da Motosserra”. Durante o período fui crítico contumaz de Kátia Abreu em todos os espaços digitais que pude ocupar. Não me arrependo. Fez para merecer. 

Seu lado própolis revelou-se, primeiro, em seus quase 18 meses como ministra da Agricultura de Dilma Rousseff. Na sequência, a democrata que revelou ser ao condenar o golpe de Estado que depôs a ex-presidente e a afeição pessoal que a ela dedicou.

Nesta semana, mostrou a coragem que o setor de agronegócios não teve, mesmo sendo prejudicado enormemente, ao ajudar a defenestrar do ministério das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, um incompetente sabujo da direita, que estava pondo a perder a proeminência do Brasil no comércio internacional de commodities agrícolas.

Prezada senadora Kátia, quer redenção total? Dê um trato no pífio ministro do Meio Ambiente, Ricardo “Passa a Boiada” Salles.

 

Antidepressivos

Costumam ser muito caros. Principalmente se originários de princípios ativos ainda importados ou novidades recém-lançadas no exterior. Conta também obter a receita e o preço da consulta, a depender do número de CRM do psiquiatra.

Não sei como o Sistema Único de Saúde (SUS) se comporta a respeito. Podem pensar que pobres não tenham depressão, apanágio apenas do “topão” da pirâmide. Raciocino ao contrário. A pandemia evidenciou a extrema pobreza em que vive a Pátria Amada Brasil.

Não é da depressão que trouxe o coronavírus ao planeta que aqui trato, embora isolamento, máscara, álcool em gel, pipoca, macaco, tudo isso seja um saco (Raul Seixas).

Doses cavalares de antidepressivos são indicadas para quem não mais suporta conviver com governantes insanos, que não compram vacinas, para dar auxílio emergencial precisam retirar verbas de educação, habitação, ciência e tecnologia, não cuidam dignamente de suas florestas, matas e biomas e instrumentam milícias para futuro golpe.

Inté!

 

Este texto não reflete necessariamente a opinião de CartaCapital.

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Criador e consultor da Biocampo Desenvolvimento Agrícola.

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