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O jogo do bilhão

O investimento para desenvolver o GTA 6 mostra a força do universo de games

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O jogo do bilhão
Foto: Chris DELMAS/AFP
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Diversas fontes apontam ­Jurassic World: Domínio como o filme mais caro da história, com orçamento na casa dos 600 milhões de dólares, enquanto outros levantamentos ainda colocam Star Wars: O Despertar da Força no topo desse ranking, a depender da metodologia e dos incentivos fiscais considerados. Mesmo assim, nenhum desses blockbusters chega perto do valor estimado para o desenvolvimento de GTA 6, que gira em torno de 1 bilhão de dólares, somando produção, tecnologia, marketing global e manutenção da infraestrutura online.

O número explica por que o jogo vale tanto. Diferentemente de um filme de ­duas ou três horas, o GTA 6 é concebido como plataforma viva de entretenimento, com mundo aberto, narrativa expansiva, multiplayer persistente e atualizações constantes que prolongam o ciclo de vida e a receita por muitos anos. O novo capítulo da franquia Grand Theft Auto também se tornou o produto mais “furado” da indústria recente, com vazamentos sobre datas, preços, mapas, protagonistas e bastidores. Desenvolvido pela Rockstar Games, da Take-Two Interactive, o jogo enfrentou sucessivos adiamentos até a confirmação do lançamento para novembro.

A série GTA, criada em 1997 pela então DMA Design (hoje Rockstar North), ganhou fama ao combinar mundo aberto, liberdade quase total para o jogador e crítica ácida à cultura urbana e à violência. O sexto volume da saga se diferencia pela escala sem precedentes. Cenário maior, nível de detalhe gráfico inédito, IA mais sofisticada e ambição de funcionar como uma cidade digital em constante transformação em uma década.

Ambev decola

A Ambev iniciou 2026 para o alto e avante. Os resultados positivos foram impulsionados pelo aumento de volumes no mercado brasileiro e pela melhora nas margens operacionais. A companhia registrou crescimento relevante nas vendas de cervejas premium e expansão em canais estratégicos, como bares e eventos, reforçando a posição dominante no setor de bebidas. Agora decidiu que pode subir mais ainda. A cervejaria fechou parceria com a Gol Linhas Aéreas, que prevê o serviço de chope a bordo em cerca de mil voos ao longo do ano. A iniciativa será concentrada em rotas domésticas de maior duração e alta demanda, incluindo trechos como São Paulo–Recife, São Paulo–Fortaleza, Rio de Janeiro–Salvador e Brasília–Manaus. Além disso, a tradicional ponte aérea ­

Rio–São Paulo está incluída em ações pontuais. O objetivo é oferecer uma experiência nova ao passageiro, associando a marca a momentos de lazer e conveniência.

Alexa+ inteligente

A Amazon lançou no Brasil a Alexa+, nova geração da assistente com IA generativa, em um modelo claramente baseado em assinatura. A nova Alexa é gratuita para associados do Amazon Prime, hoje a 19,90 reais por mês, passando a integrar o pacote que inclui frete, streaming e outros serviços. Para quem não é assinante, o acesso avulso à Alexa+ fica na casa de 100 reais mensais, aproximando o preço daquele cobrado por outras IAs generativas premium no mercado. A estratégia é usar a Alexa+ para aumentar o valor percebido do Prime e, ao mesmo tempo, testar até onde o consumidor brasileiro está disposto a pagar por uma IA presente no dia a dia doméstico. Em troca, a assistente ganha funções mais avançadas: responde de forma mais natural e contextualizada, entende pedidos longos em uma única frase e consegue encadear tarefas como apagar as luzes, ajustar o ar-condicionado e iniciar uma playlist com um único comando. Também cria listas, agendas, lembretes, planeja rotinas, sugere receitas com base nos ingredientes disponíveis e controla dispositivos de casa inteligente. Com memória de preferências, a Alexa+ passa a personalizar respostas e automações, prometendo uma experiência mais próxima de um concierge digital em casa.

A maior coreana

Você provavelmente nunca ouviu falar da SK Hynix. Mas é bom prestar atenção. A companhia superou a Samsung e tornou-se a empresa mais valiosa da Coreia do Sul em valor de mercado, impulsionada pela explosão da demanda por chips usados em Inteligência Artificial. As ações da SK Hynix saltaram e levaram sua capitalização a quase 2,08 trilhões de wons, algo em torno de 1,35 trilhão de dólares, colocando a fabricante de memória no topo da Bolsa de Seul. Em 2025, a empresa registrou receita anual de, aproximadamente, 97 trilhões de wons, ao redor de 68 bilhões de dólares, alta de quase 50% em relação ao ano anterior, e lucros recordes graças à corrida por chips de alta performance para ­data centers e IA generativa. Esses números explicam por que uma fornecedora de componentes, quase invisível ao consumidor final, ultrapassou um conglomerado global como a Samsung em valor de mercado. •

Publicado na edição n° 1419 de CartaCapital, em 30 de junho de 2026.

Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título ‘O jogo do bilhão’

A opinião de colunistas e articulistas não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.

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