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Moradias 60+

A Housi aposta em apartamentos compactos com segurança e bem-estar

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A construtora Housi decidiu direcionar parte de sua estratégia à criação de moradias voltadas ao público 60+, em uma aposta no envelhecimento da população e na demanda por residências que combinem autonomia, cuidado e serviços. Em parceria com incorporadoras como a Vitacon, a empresa lançou o projeto Senior Living by Housi, uma linha de empreendimentos pensada para a longevidade, bem-estar e segurança. A primeira unidade será em Higienópolis e a expectativa é lançar outros 15 empreendimentos até 2027.

Os apartamentos são compactos, com espaços entre cerca de 30 e 60 metros quadrados, design inteligente, acessibilidade, tecnologia integrada e foco em serviços sob demanda. Os prédios incluem estrutura como sala de telemedicina, ambulatório, áreas para fisioterapia e atividades físicas de baixo impacto, além de monitoramento em tempo real, equipes de enfermagem para emergências e espaços de convivência. O objetivo é oferecer um ambiente em que o idoso possa morar sozinho ou em casal, com apoio profissional ao alcance, sem perder independência.

Eli Lilly em IA

A farmacêutica firmou um acordo com a InSilico Medicine para usar Inteligência Artificial na descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos, em um contrato que pode chegar a cerca de 2,75 bilhões de dólares. Pelo modelo, a InSilico, biotech fundada em 2024, recebe um pagamento inicial de 115 milhões de dólares e é elegível a marcos de desenvolvimento regulatórios e comerciais, além de ­royalties sobre vendas futuras. A Eli Lilly, por sua vez, obtém licença global exclusiva para determinados programas de terapias orais ainda em fase pré-clínica.

A InSilico usará o sistema Pharma.AI, conjunto de modelos de IA generativa que identifica alvos terapêuticos para projetar moléculas e otimizar os processos de desenvolvimento de produtos. A plataforma focará em nichos de mercados determinados pela Eli Lilly, que utilizará sua experiência em desenvolvimento clínico e registro regulatório para levar os produtos ao mercado. A expectativa da empresa é ganhar celeridade no desenvolvimento de remédios com o uso da IA.

A Buser vai às compras

A Buser, plataforma conhecida como o “Uber dos ônibus”, deu um passo inédito ao comprar a Transportes Santa Maria, tradicional empresa do ABC Paulista, e a Expresso JK, que atua na região Centro-Oeste do País. Assim, entra de vez no mercado de linhas rodoviárias tradicionais. Fundada em 2017, em São Paulo, a empresa nasceu como startup de fretamento coletivo, conectando passageiros a empresas parceiras via aplicativo, com a promessa de passagens mais baratas e serviço mais tecnológico. Ao longo dos últimos anos, cresceu com aportes de grandes fundos e ampliou a atua­ção para venda de bilhetes de viações convencionais dentro do próprio app.

A compra das viações marca uma mudança de estratégia. Ela deixa de apenas intermediar viagens ou revender passagens e passa a controlar empresas com autorização para operar linhas regulares, com partidas em rodoviárias. Busca assim reduzir a insegurança regulatória que sempre cercou o modelo de fretamento, ganhar escala no transporte interestadual e enfrentar diretamente as viações tradicionais em seu próprio terreno. A movimentação também aponta para um novo ciclo de consolidação no setor, pressionado por disputas judiciais, mudança de perfil do viajante e avanço dos aplicativos no transporte rodoviário.

Mais remédio

A Farma Conde, rede de farmácias nascida em Ubatuba (SP), prepara uma nova ofensiva no varejo ao anunciar o plano de implantar cem lojas na capital paulista. O movimento exige investimentos, estimados em 100 milhões de reais pela rede, para implantação de pontos comerciais, logística e marketing. A expansão ocorre em um momento de forte consolidação do setor e mira principalmente o público de média e baixa renda, sensível a descontos agressivos e programas de fidelidade.

Ao desembarcar com cem unidades na capital, a Farma Conde entra diretamente no território das gigantes Raia Drogasil, Drogaria São Paulo, Pacheco, Pague Menos e demais grandes redes, que hoje lideram o faturamento e a capilaridade no estado. A disputa tende a acentuar a guerra de preços e de serviços, com ênfase em delivery, programas de desconto em medicamentos de uso contínuo e sortimento amplo de higiene e beleza, numa praça que é uma das mais competitivas do varejo farmacêutico brasileiro. •

Publicado na edição n° 1407 de CartaCapital, em 08 de abril de 2026.

Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título ‘Moradias 60+’

A opinião de colunistas e convidados não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.

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