João Sicsú

joaosicsu@cartacapital.com.br

Professor do Instituto de Economia da UFRJ, foi diretor de Políticas e Estudos Macroeconômicos do IPEA entre 2007 e 2011.

Colunas

Inflação de agosto continua moderada

Para 2013, espera-se o menor aumento dos preços em três anos. Por João Sicsú

Inflação de agosto continua moderada
Inflação de agosto continua moderada
O grupo 'alimentação e bebidas', que pressionou de forma demasiada a inflação de janeiro a maio, se manteve estável. Aumentou 0,01%
Apoie Siga-nos no

O IBGE divulgou a inflação de agosto: 0,24%. A inflação acumulada no ano é de 3,43%, ainda muito longe do limite máximo da meta para dezembro que é de 6,5%. A última pesquisa de mercado (Focus do Banco Central), que já considerava os efeitos da desvalorização cambial, apontava para uma inflação de 5,83% para 2013. Portanto, a economia tem uma inflação moderada e que está sob controle.

O grupo “alimentação e bebidas”, que pressionou de forma demasiada a inflação de janeiro a maio, se manteve estável. Aumentou somente 0,01%. A cebola caiu mais de 22%. Em compensação o leite longa vida já aumentou neste ano 25%. Outro grupo que tem peso importante também teve comportamento benigno em agosto. Transportes caíram 0,06%. Nos últimos dois meses, as tarifas de ônibus ficaram 3,15% mais baratas. Contribuiu para elevar a inflação o item “serviços médicos e dentários” que subiu 1,37%. O grupo “educação” também aumentou 0,67%.

O comportamento da inflação é aceitável. A inflação de 2013 terá um comportamento muito semelhante à inflação de 2011 e 2012. E talvez seja a menor dos últimos três anos. Mas por que o Banco Central continua elevando os juros? É simples: eleva os juros para evitar uma desvalorização abruta da taxa de câmbio – não eleva porque pretende controlar diretamente a inflação. Melhor seria se o Banco Central utilizasse somente o colchão de reservas que possui para combater os efeitos da fuga dos capitais especulativos. Mas muito melhor seria se o país tivesse controle sobre o movimento de capitais e nossa taxa de câmbio não dependesse dos humores rentistas dos capitais internacionais especulativos.

A opinião de colunistas e articulistas não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo