Frente Ampla

O próximo presidente vai receber um País decadente, quebrado e sem esperança

A nossa tarefa é mudar o governo e apresentar um projeto de reconstrução nacional

(Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
(Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

A economia brasileira está sem rumo, no seu pior momento. Com índices em derrocada, o País agoniza em uma profunda crise. O povo sofre com a fome, a elevação contínua do desemprego e o aprofundamento da desigualdade social. O fantasma da recessão em 2022 é cada vez mais real e o Fundo Monetário Internacional (FMI) já projeta que a nossa economia vai ocupar a última colocação entre os países do G20 no ano que vem. Tamanho caos é reflexo do fracasso neoliberal bancado pela dupla Bolsonaro/Guedes.

A gravidade do cenário começa pelo número de desempregados. Já são quase 14 milhões de pessoas sem ocupação e acesso aos direitos trabalhistas. Ainda que a situação tenha sido agravada com a pandemia, a taxa já estava alta antes da crise sanitária, uma vez que atingia índices pouco abaixo de 12%. Entram na conta, portanto, as medidas de precarização do trabalho que têm origem na reforma trabalhista e foram intensificadas pelo catastrófico desmonte do Estado conduzido por Guedes no Ministério da Economia.

A situação é caótica. O Brasil possui a 4ª maior taxa de desemprego do mundo em um ranking com 44 países. Aqui, tal índice alcança o dobro da média mundial e somos o pior entre os membros do G20. A tendência é que os números não melhorem. O FMI projeta uma taxa média de 13,8% para o ano corrente, situando o nosso país na 14ª posição entre as piores taxas de desemprego no mundo. Vale salientar que a tímida retomada econômica dos últimos meses vem acompanhada pela precarização das vagas de trabalho, com postos de baixa qualidade e rendimentos pífios.

A indústria nacional, se fosse comparada a um paciente à beira da morte, estaria respirando com a ajuda de aparelhos. A trajetória descendente iniciada no início de 2021 se mantém e sofre o impacto da taxa Selic em alta. Para se ter noção do impacto, houve redução de 0,4% no setor de agosto para setembro, segundo os Indicadores Conjunturais da Indústria divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A situação não vai melhorar enquanto o pobre não estiver no orçamento

A desindustrialização atinge patamares tenebrosos que acentuam o atraso tecnológico do país. A fuga de grandes fabricantes atrasa o parque fabril nacional e deixa de empregar milhões de brasileiros que poderiam estar com renda garantida se não fosse a desastrosa política econômica de Bolsonaro/Guedes. Não à toa, desde setembro especialistas passaram a revisar para baixo a estimativa do PIB, que, atualmente, está em 4,80%.

Enquanto a offshore de Guedes lucra com a alta do dólar, o Brasil amarga 74,6% das famílias endividadas. Outubro foi o 11º mês consecutivo de aumento do número de brasileiros com dívidas. Não podemos normalizar esses índices em um país com estimativas de inflação a 9,33%. Carne, gasolina e gás de cozinha atingem níveis elevados, prejudicando o poder de compra dos brasileiros e erradicando a possibilidade de uma vida digna. A população segue desamparada. Mulheres e homens carecem de renda, proteção social e sofrem nas mãos de um presidente que odeia o seu povo.

A cesta básica cresce acima da inflação e prejudica os mais pobres. O preço dos alimentos sobe em todo o país, mas a preocupação do presidente continua sendo provocar instabilidade política e proteger sua família de condenações. Enquanto o capitão-presidente promove farra com o dinheiro público em viagens a Dubai, 19 milhões de brasileiros passam fome. Um verdadeiro escárnio com quem deveria ser a prioridade no orçamento.

O atual ambiente político está uma verdadeira bagunça. A evidente incompetência de Bolsonaro e sua “equipe” promovem, continuamente, a insegurança dos agentes econômicos e políticos. A tentativa de furar o teto de gastos com a PEC dos Precatórios só ajuda a afastar investidores, prejudicando o ecossistema fiscal. O presidente não contribui com a retomada econômica e afasta as possibilidades de recuperação do cenário pré-pandemia.

A situação não vai melhorar enquanto o pobre não estiver no orçamento. Melhorar as condições de vida do povo deveria ser o objetivo central da política econômica do governo, mas acontece o contrário. Viver no Brasil da fome é cada vez mais desafiador para a população que não tem emprego, carece de renda e sofre nas mãos de um presidente cruel.

O Brasil não vai aguentar mais um ano de governo Bolsonaro. O próximo presidente vai receber um País decadente, quebrado, com a população sem esperança no amanhã. A incompetência de Bolsonaro reforça o aumento da desigualdade e agrava o cenário. Não podemos normalizar essa catástrofe. É preciso apresentar alternativas. A luta contra a fome e por justiça social ganha força, e, tenho fé, o povo brasileiro saberá intervir com ampla mobilização democrática.

A nossa tarefa é mudar o governo e apresentar um projeto de reconstrução nacional pautado na defesa da democracia, de valorização da nossa soberania, de distribuição de renda e emprego para mulheres e homens. A luta por justiça social ganha força e necessita da participação de todos!

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