O Brasil quer Lula para voltar para o futuro

'Lula de volta à liderança nas pesquisas alegra multidões e não surpreende ninguém'

Foto: Ricardo Stuckert

Foto: Ricardo Stuckert

Frente Ampla

Novamente, Luiz Inácio Lula da Silva é franco favorito para voltar a governar o Brasil.

A pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial de 2022 divulgada esta semana aponta Lula com 41% das intenções de voto no primeiro turno contra 23% de Jair Bolsonaro—a quem Lula venceria por 55% contra 32% em um segundo turno.

Seis candidatos à “terceira via” dividem outros 24% das intenções de voto.

Lula de volta à liderança nas pesquisas alegra multidões e não surpreende ninguém.

Nesta encruzilhada soturna onde o Brasil parece paralisado, a anulação das sentenças dadas contra o ex-presidente pelo agora oficialmente suspeito Sérgio Moro foram como uma lufada de ar fresco para um país que sufoca de pandemia, de desmanche econômico e de Bolsonaro—de quem já é redundante citar o conjunto da obra.

 

 

 

É como se num loop da História, o Brasil tivesse a chance de voltar para o futuro —aquele futuro que começou a nos ser arrebatado em 31 de agosto de 2016, no impeachment de Dilma, e em 12 de julho de 2017, data da primeira sentença de Moro contra Lula na farsa da Lava Jato.

Talvez tenha sido Pablo Neruda — muitos juram que foi Che Guevara — quem deu o aviso: “Podem cortar todas as flores, mas não poderão deter a chegada da Primavera”.

A cassação espúria do mandato de Dilma, urdida nos porões da política, a inelegibilidade e a prisão de Lula, tecidas em indecente trama judicial, podem ter adiado a marcha civilizatória.

O atraso comemorou. Esses ceifadores têm mania de decretar o fim da história a cada vez que ganham uma partida.

Mas nem mesmo o mais criativo repertório de ardis consegue represar por muito tempo a vontade de um povo de ser feliz, de fazer três refeições por dia — com churrasco aos domingos —, de ter trabalho, teto, lazer e planos para o futuro.

Este Brasil de 2021, atolado no desemprego, sufocado pela pandemia e perplexo com a boçalidade cruel de quem o governa, recorda que já teve um presente otimista e um futuro pela frente, durante os governos de Lula.

É bem possível que a maioria dos que hoje projetam votar em Lula não analisem a fundo conceitos econômicos como Produto Interno Bruto (que cresceu 32,62%, média de 4% ao ano, nos governos de Lula), ou renda per capita (crescimento de 23,05%).

Mas o povo sente na pele. Ainda mais quando tem trabalho, quando tem certeza de que vai trazer comida para casa, que os filhos podem ir para a universidade e a viagem da família nas férias não é uma quimera.

É como já disse Caetano: “Gente quer prosseguir. Quer durar, quer crescer, gente quer luzir”.

Tem quem critique os governos petistas por ter supostamente apostado na “inclusão pelo consumo”. Mas ter certeza da próxima refeição e do teto digno sobre a cabeça à noite não é consumo, é dignidade.

Há uma década, o brasileiro era apontado como “o povo mais feliz do mundo”. Hoje vivemos o horror—mas já temos de volta a esperança.

As forças que querem recolonizar o Brasil arrancaram muitas flores, nos congelaram temporariamente nesse inverno tenebroso.

Mas o Brasil quer Lula para voltar para o futuro.

Este texto não reflete necessariamente a opinião de CartaCapital.

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É senador pelo PT do Rio Grande do Norte.

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